Quais são os passos para o visto da Irlanda?

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Muita coisa vai acontecer até você realmente desembarcar na Irlanda. Planejamento, dúvidas, blogs, passagem, seguro, euros, curso, escola, medos, frio, Europa, Dublin e outras dezenas de palavras como estas vão passar a fazer parte do seu cotidiano. Imagine esse exemplo como uma bola de neve no bom sentido. Você começa apenas com uma idéia e depois de alguns meses tudo vai tomando uma forma incrivelmente excitante e assustadora. São tantas informações e novidades que você chega a ficar noites em claros vendo vídeos, lendo experiências sempre buscando se aproximar da distante ilha verde. Essa fase quase explode a nossa cabeça mas depois que chega o dia do embarque tudo vai mudando e o que era expectativa passa a ser realidade. Quando você realmente pisa na Irlanda tudo começa a mudar e você precisa entender bem tudo que vai acontecer para poder se programar evitando gastos desnecessários com acomodação e burocracias. Depois da moradia que deve ser o primeiro foco logo depois do desembarque, você precisará ter uma atenção especial no processo de visto que parece simples mas exige esforço para dar tudo certo.

IMG_9928Na Irlanda o processo é um pouco diferente de outros países. Não é necessário fazer nenhuma visita ao consulado no Brasil nem mesmo tirar pré visto ou fazer exames médicos. Você precisa apenas embarcar com a documentação exigida:

– Carta de matrícula da escola
– Carta de acomodação
– Passagem de volta
– 3 mil euros em espécie ou no extrato de um cartão pré-pago (VTM por exemplo). Você precisa levar o dinheiro pra Irlanda e não apenas mostrar a comprovação em extrato como acontece em outros paises. (3 mil euros é o valor necessário para o curso de 6 meses. Para cursos de menor duração não existe uma quantia determinada pela imigração).

No aeroporto você vai receber um visto temporário de 30 ou 90 dias (para o curso de 6 meses). Você entra no país e só depois vai fazer o processo do visto final. Para cursos com duração menores o visto total é concedido ainda no aeroporto.

A NED Training Centre tem um vídeo bem explicadinho sobre essa fase. Pode parecer complicado porque todo mundo já viu falar de uma história assustadora sobre imigração mas é bem simples.

Conheça mais sobre a NED Training Centre acessando o facebook e também o site www.ned.ie

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O processo de retorno ao Brasil – Parte I

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Antes de voltar para o Brasil é necessário fazer uma pesquisa bem ampla de como isso vai afetar a sua vida e principalmente definir metas a curto, médio e longo prazos. O planejamento de retorno ao Brasil para aqueles que já estão a mais de 1 ano fora (eu acredito) deve ser bem feito porque durante os quase 3 anos que trabalhei na Escola NED em Dublin vi muitos alunos nos procurar para saber sobre o processo de volta à terra verde.

A facilidade de viajar. Miss you Ryanair.

A facilidade para viajar. Miss you Ryanair.

Assim que decidimos fazer esse retorno a primeira coisa que fizemos foi começar a ler experiências de pessoas que passaram pelo mesmo processo. Pessoas que voltaram a terra natal depois de 1,2,3 ou mais anos. O processo é quase igual para todos. Choques e comparação sobre tudo que você encontrou no Brasil e a sua antiga vida fora são inevitáveis. Essa comparação acontece porque para quem morou fora a vida atual passa a ser a vida do exterior. É como se fosse uma atualização automática do facebook da cidade atual no facebook. Você passa a fazer parte daquele sistema, da sociedade, cultura etc. Com isso você passa a ter a mesma sensação dos moradores daquela cidade em relação a segurança, rotinas do dia a dia, transporte, alimentação, clima, etc. Esse processo é conhecido como aculturação onde você absorve o conteúdo do ambiente onde esta vivendo. Esse processo pode ser em um intercâmbio de curta ou longa duração ou até mesmo em uma viagem de final de semana. Depois quando você regressa ao ambiente anterior onde estava antes, o choque é inevitável e comparações vão acontecer naturalmente. Aqui vem a chave de tudo: saber entender o que aconteceu e ter tudo como um grande aprendizado para a sua vida. Ter a noção de como isso aconteceu e o que vai acontecer de agora para frente. Se você conseguir separar essas duas partes certamente a sua adaptação vai ser menos difícil mas se você retornar ao Brasil e ficar vivendo os dois mundos ao mesmo tempo certamente alguns problemas vão aparecer ao longo do seu novo caminho.

Como dito antes nesse blog o processo do nosso retorno durou quase 1 ano e por isso tivemos tempo para conversar sobre o assunto, entender o que iria acontecer, planejar e principalmente nos preparar psicologicamente. Eu acredito que essa é a parte mais complicada mas os demais pontos podem ser conversados e acalmados mas a parte do cérebro em si é muito difícil porque depende de uma série de fatores internos e externos. Vou descrever alguns pontos importantes que foram e estão sendo importantes no nosso processo de retorno ao Brasil depois de 3 anos na Irlanda.

O primeiro ponto que eu falei pra mim mesmo foi que se realmente fôssemos voltar, minha vida em Dublin acabaria e eu iria colocar todo que aconteceu em uma caixa e fechá-la. Todos os sentimentos, sensações, vitórias e derrotas estariam ali dentro e quando eu quisesse poderia abrir e senti-los novamente. É como se fosse um álbum de fotos porque realmente acabou e ficar pensando ou lembrando não iria ajudar em nada no processo de retorno. Tudo que eu vivi foi maravilhoso, realizador e nunca vou me esquecer de nada que aconteceu seja pelas memórias, fotos ou objetos mas quando o avião decolasse da ilha verde tudo aquilo deveria ser deixado de lado e uma troca automática no cérebro deveria ser feita para começarmos uma nova vida, (de novo). Quando o avião decolou de Dublin foi aquela sensação de vazio, um estranho sentimento como se algo tivesse morrido e doeu. Foi aquela velha frase de passar um filme na sua cabeça mas no fundo já tinha definido tudo e sabia que aquilo realmente tinha acabado.

Esse material foi dividido em partes porque vou passar por tudo que aconteceu. Desde esse primeiro momento de decisão até os dias atuais depois de 3 meses da nossa volta. (continua…)