Como planejar um mochilão. Dicas, roteiros, passagem, hostel, atrações e muito mais #4

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Primero voo do primeiro mochilão … só que fez uma sabe a sensação.

Seguindo nossa série de matérias sobre mochilão não podemos deixar de lado as dificuldades as vezes encontradas entre o aeroporto de uma empresa low cost e o centro das cidades. Trem, ônibus, taxi? qual a melhor opção?

Perdeu alguma parte dessa série? Parte IParte II, Parte III

Transporte do aeroporto até o centro (acomodação): Empresas  Low cost não voam para os aeroportos principais e você certamente vai aterrizar em outro aeroporto distante da cidade escolhida. O exemplo mais clássico disso é Paris onde a Ryanair saindo de Dublin vai para Beauvais, cerca de 80km da cidade Luz. Muitas vezes o bilhete de Dublin para Paris (Beauvais) custa 10, 15 euros (2013, 2014) mas o ônibus para o centro de Paris custa mais 16 euros (janeiro 2014). Por essa variação as vezes vale a pena pegar uma empresa um pouco mais cara se essa opção existe porque bilhete + ônibus por ser mais caro que um bilhete direto pro aeroporto principal. Outro exemplo é Berlin mas com uma vantagem, existe o trem/metrô. Nas cidades onde é possível ir do aeroporto até o centro de metrô tudo corre tranqüilamente porque é uma forma mais rápida e econômica. Lisboa, Berlin, Atenas, Barcelona e Madri são exemplos de tranquilidade entre o aeroporto e o centro ou acomodação. Nessa parte do planejamento leve em contato dias úteis, final de semana, feriados e outros fatos que possam estar acontecendo no país como greve ou protestos. Chegamos em Tel Aviv no sábado, sabat ou sabbath que é o dia no calendário judeu onde não se pode trabalhar. De acordo com as informações que eu tive na internet tudo fica parado até as 18h, depois tudo volta ao normal e assim me planejei. Pedi informação dentro do aeroporto e não souberam me dizer. Fui na estação e estava tudo fechado. O próprio funcionário não sabia quando os serviços voltariam. Meu plano era ir de trem por ser mais barato mas tive que mudar os planos porque passou das 18h e tudo continuava parado. O jeito foi pegar uma van credenciada pelo aeroporto que fazia a ligação com Jerusalém só que o valor saiu quase o dobro do programado. Você tem que estar preparado para tomar decisões de momento porque a pressão entre escolher um ou outro + dificuldade com um dinheiro novo + língua podem explodir sua cabeça. Basta ter calma e pensar.. da tudo certo.

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Metrô de Madri com ligação até o aeroporto. Não se esqueça de pagar o bilhete extra por esse trecho.

Como você percebeu até agora pesquisar é muito importante. Eu não sabia de nada disso e confesso que tive dificuldades mas agora consigo planejar qualquer roteiro rapidinho. Pesquisar sobre esse assunto pode parecer chato mas por outro lado você estará aprendendo coisas novas e adquirindo conhecimento que como diz o velho ditado não tem preço.

Bem, vamos colocar a mão na massa e escolher mais ou menos as datas. Lembra que eu disse que você só conseguiria definir as datas em cada lugar depois de conhecer as empresas aéreas e meios de transporte. Digo isso porque pode ser que um trecho escolhido não tenha voo diário. Pode ser que o valor de um dia para o outro esteja com muita diferença e você terá que mudar a ordem das cidades ou quantidade de dias em cada lugar. Lembre-se que um dia a mais em cada lugar representa mais gasto com hostel e mais gosto com alimentação. Comece pela primeira cidade que você imaginar e depois vá ligando os dias sempre anotando tudo. Se não der certo por uma empresa passe pra outra e assim por diante. Essa parte dá dor de cabeça mas depois de finalizada dá até orgulho hehehehe. Na minhas viagens usei na maioria das vezes a Ryanair  e depois Easyjet então tenha sempre essas duas como referência e se mesmo assim algum trecho ficar sem conexão tente outras. Pode acontecer de você ter que dormir numa cidade apenas para poder pegar o vôo seguinte para outro lugar. Depois de Tel Aviv meu próximo destino era Lisboa só que as datas não bateram e não tive escolha se ir de Tel Aviva para Luton (Inglaterra), dormir uma noite e depois pegar o vôo pra Lisboa no dia seguinte. As vezes é necessário apenas ir de um lugar para outro para poder trocar de avião pra ficar mais barato. Quando voltei de Lisboa fui para Paris e na mesma tarde peguei outro vôo pra Dublin. No início do ano não tem vôo direto entre as duas cidades. Pode acontecer de você ter que ir de uma cidade para outra próxima para poder pegar um voo também. Grandes cidades tem vários aeroportos e com isso diferentes empresas aéreas e uma variedade de destinos diferentes em cada um. Tenha essa flexibilidade e lembre-se de pesquisar, pesquisar e conferir tudo de novo. A Ryanair é muito boa pelas tarifas baixas entretanto em algumas épocas do ano certos trechos param e operar e com isso é necessário fazer outras rotas com trocas de aeronaves.

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Next Stop: Milão

Para se chegar ao planejamento final é necessário criar várias versões comparando tarifas e possibilidades. Pronto, você já tem os seus vôos programados com as datas definidas. Retorne as datas que fizemos no início e confira se ficou tudo certo observado sempre o que você vai fazer, cada atração e tenha cuidado em verificar se aquele museu esta aberto no dia programado. Isso também pode mudar os planos das suas datas. Confira dia a dia cuidadosamente colocando o horário de chegada e saída como mostrei no primeiro post dessa série. Com essa simulação você consegue ter uma dimensão melhor de quanto tempo vai ficar em cada lugar. Lembre-se que no dia do voo de partida de cada cidade é necessário chegar no aeroporto com antecedência. As empresas recomendam e eu não gosto de chegar com pelo menos uma hora e meia. Muitas coisas podem acontecer no aeroporto como problemas com a bagagem, conferencia de documentos, filas gigantes no raio x entre outras coisas. Analise bem esse cenário e você terá o seu programa finalizado.

Depois de conferir tudo compre as passagens porque esse é o primeiro passo. Os valores mudam de um dia para o outro e se você esperar muito quando voltar o preço pode ter dobrado (Ryanair é mestre pra isso). Depois das passagens voltei ao hostel e vá comprando conferindo cuidadosamente as datas. A maiorias das empresas cobram taxa pra mudar datas então não tente fazer nada de cabeça e siga a programação. Passagem compradas + hostel reservados… quase tudo pronto para a viagem.

Como prometido segue o roteiro de um mochilão que realizei em Janeiro de 2013 com a Stéfane, o nosso primeiro. Como você perceber muitas coisas mudam e no decorrer do ano como disponibilidade de voos e datas sazonais.

16/01 – Dublin > Madri: 13:50h – 17:40h / Ryanair 32,00
Hostel: 
Hostal LeZule (3 noites)                    

16/01 – Chegada em Madri 17:40h.
17/01 – Madri o dia todo
18/01 – Madri o Dia todo
19/01 – Partir para Marrakesh – 14:30h

19/01 – Madri > Marrakesh: 14:30h – 15:40h / Ryanair 42,00
Hostel: Riad Amskal 
(3 noites apenas + 1 no deserto)

19/01 – Chegada em Marrakesh – 15:40h
20/01 – Marrakesh o dia todo
21/01 – Marrakesh o dia todo
22/01 – Marrakesh o dia todo
23/01 – Partir para Milão – 09:50h

23/01 – Marrakesh > Milão: 09:50h – 14:10h / EasyJet 60,00
Hostel: Hotel Ambrosiana
  (2 noites)

23/01 – Chegada em Milão 14:10h
24/01 – Milano o dia todo
25/01 – Partir para Verona – 07:35h

25/01 – Milão > Verona 07:35h – 8:57h / Trenitalia 9,00
Ficamos apenas 1 dia em Verona e não foi necessário hostel. No mesmo dia seguimos para Veneza.

25/01 – Chegada em Verona – 8:57h
25/01 – Partir para Veneza – 21:30h

25/01 – Verona > Venezia 21:30h – 22:40h (ou 22:29h – 23:40h) / Trenitalia 9,00
Hostel: 
Casa Sant’Andrea

25/01 – Chegada em Veneza 22:40h
26/01 – Veneza o dia todo
27/01 – Partir para Florença – 19:44h

27/01 – Venezia > Florença 19:44h – 21:40h / Trenitalia 29,00
Hostel: Hotel Genesio  (3 noites)                                                                                                          

27/01 – Chegada em Florença – 21:40h
28/01 – Florença o dia todo
29/01 – Florença o dia todo
30/01 – Partir para Pisa – 07:45h

30/01 – Florença > Pisa 07:45h – 08:45h / Terravison 4,99
Da mesma forma que em Verona não foi necessário hostel.

30/01 – Chegada em Pisa 08:45h
30/01 – Partir para Roma 17:00h

30/01 – Pisa > Rome 17:00h – 19:50h / Trenitalia 9,00
Hostel:Hotel Acropoli
                                                                                     

30/01 – Chegada em Roma – 19:50h
31/01 – Roma o dia todo
01/02 – Roma o dia todo
02/02 – Roma o dia todo
03/02 – Partir para Atenas – 11:00h

03/02 – Roma > Atenas 11:00h – 14:00h / EasyJet 35,49
Hostel:Pergamos Hotel

03/02 – Chegada em Atenas – 14:00h
04/02 – Atenas o dia todo
05/02 – Atenas o dia todo
06/02 – Partir para Dublin – 11:00h. Atenas > Londres > Dublin / Ryanair 45,00

Valores referentes a Janeiro e Fevereiro de 2013 comprando com uma antecedência de 2 meses.

No proximo post vou falar sobre a famosa mochila. O símbolo que dá nome a esse tipo de aventura e o que realmente cabe em pouco espaço. Peso, medidas, o que levar, calçados, lavando cueca no hostel e tudo mais.

Links Úteis:

http://www.skyscanner.com.br
http://www.ryanair.com
http://www.aerlingus.com
http://www.arkia.com
http://www.easyjet.com
http://wizzair.com
http://www.trenitalia.com
http://www.terravision.eu/
http://www.egged.co.il
http://www.aeroportbeauvais.com

Esse série de matérias sobre mochilão é um oferecimento da Intercâmbio para Brasileiros.

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Solicite um orçamento no site ou venha nos visitar em uma das nossas unidades.

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O processo de retorno ao Brasil – Parte II

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Pronto, passados os minutos finais em Dublin com o processo de check-in, malas, Dexter, etc…. ficamos no portão de embarque por alguns minutos e ao entrarmos no avião veio um filme a minha cabeça. No meu filme pessoal sobre a Irlanda um toque de felicidades, derrotas, conquistas, medos, incertezas, sorrisos, amigos, amores, bichinho de estimação, trabalho, desemprego, viagens, paraísos, pobreza, riqueza, mar, frio, vento, chuva, neve, blusas de frio, comidas etc,, etc.. A partir dali tudo mudaria e ao decolar da Irlanda tive a sensação de dever cumprido, objetivos superados e no fim estava feliz, apesar daquela lágrima que caiu.

Escrevendo esse post e ouvindo Rádio Nova 100.3 direto de Dublin – http://www.nova.ie

Primeiro dia no Brasil depois do retorno. O pôr do sol direto da janeiro do meu quarto.

Primeiro dia no Brasil depois do retorno. O pôr do sol direto da janeiro do meu quarto.

Antes de continuar tenho que explicar uma coisa. Por mais que convivesse com muitos Brasileiros no trabalho e morasse com uma Brasileira em Dublin é diferente quando você ouvi uma pessoa que você conhece e uma voz desconhecida falando português. Depois de um tempo morando fora é normal olhar pro lado quando se ouvi português.

Pois bem, chegamos em São Paulo e logo ao desembarcar o volume do português aumentou e veio o primeiro choque. Não sei se essa sensação acontece com muitas pessoas mas tive a sensação de estar caindo em um redemoinho e todos os sons entravam pelos meus ouvidos de uma forma diferente. Logo em seguida encontramos o local do próximo vôo para Uberlândia e então procuramos um local pra comer. É terrível, complicado, difícil e incrivelmente assustador as primeiras horas depois do desembarque. Tudo chama a atenção dos olhos e dos ouvidos. Pessoas conversando do seu lado, as roupas, o ambiente, a educação, etc. Essa sensação é tão difícil de descrever já que estivemos aqui, moramos aqui mas tudo parece diferente. Nem mesmo em viagens por outros países diferentes como os de língua árabe senti essa sensação.

O segundo choque é quando se pede um café ou suco e tudo custa mas de 10, 15 reais. Quando se mora fora todo mundo fala que as coisas no Brasil são caras mas você pensa que não. Os preços nos aeroportos são extremamente caros e abusivos e como você acabou de chegar imagina que tudo esta naquela faixa de preço e logo pensa… não vou conseguir viver aqui. Como as pessoas fazem pra sobreviver comprando um café por 10 reais ou um misto simples por 15 reais?

O terceiro choque é a educação das pessoas. Não é que fora do Brasil todo mundo seja educado mas o tratamento é diferente. Pelo menos na Irlanda se você esbarra em algum o SORRY vem automaticamente (Sim, na Irlanda usa-se SORRY pra pedir desculpas). Nos mínimos detalhes você se senti triste e tenta entender o que esta acontecendo. Dentro da educação também esta o hábito de falar mal das pessoal, falar da vida particular nos locais de trabalho etc. Claro, que fazemos isso também em qualquer lugar do mundo mas é diferente, mais discreto e não dá pra falar da sua calcinha enquanto serve um cafezinho ou faz um suco para os clientes. Essa situação aconteceu em pelo menos 3 locais diferentes. Sim, isso é uma reclamação pro Aeroporto de Guarulhos porque além dos preços abusivos a maioria dos funcionários não tem um mínimo de preparo para desempenhar funções de atendimento.

O próximo choque é sobre o aeroporto. Informações desencontradas na fila do check-in por causa do Dexter. O senhor tem que ir ali naquela fila, não na verdade é no auto atendimento e por fim, retorne a fila porque não tem como fazer aqui com o gato. Despachamos as malas e Dexter com uma hora antes do vôo pra ele não ter que ficar muito tempo em algum canto e também termos um risco menor de objetos furtados das malas (sim, isso pode acontecer também .. Google It !). Passamos pelo setor de segurança e fomos pro setor de embarque. Ao entrar pelo menos umas 1500 pessoas nos corredores reclamando e andando de um lado pro outro. Uma greve da empresa que presta serviço pra GOL impedia a colocação das bagagens nas aeronaves. Alguns vôos com mais de 3 horas de atraso e dai pensamos ferrou, coitadinho do Dexter que não comeu quase nada e já passava das 24h dentro da caixa de transporte. Ficamos com o coração na mão e lá fomos nos esperar a bondade dos funcionários mal treinados e sem preparo para dar informações em situações de crise. Passada 1 hora sem nenhuma informação no painel ou direcionamento dos funcionários bateu a fome e lá fomos nós de novo procurar um lanche. Daquele ponto não tem como voltar pra rua então imagina como são os preços? Mais caros ainda? Sim, claro. Logo depois apareceu um aviso por um milagre e nosso vôo foi anunciando para 2 horas depois do horário previsto. Nosso pensamento estava no Dexter mas sabíamos que ele não corria risco de vida porque gatos tem preparo para sobreviver a essas situações e até ficar sem comer ou beber durante longos períodos.

Bem, com uma recepção dessas não deu pra deixar de falar aquela frase clássica de quem acabou de retornar de um intercâmbio. MEUS DEUS, O QUE FOI QUE EU FIZ? COMO VAMOS CONSEGUIR VIVER AQUI? A cabeça vai a mil e tudo fica uma loucura.

Essa afirmação e totalmente aceitável porque dizem que a adaptação no retorno ao Brasil é mais difícil do que a da chegada no país estrangeiro. Essa sensação é aterrorizante, acredite nisso porque se você esta fora ou vai voltar um dia certamente acontecerá com você e olha que ainda estou falando do aeroporto, nem saímos na rua ainda. Junto com essa sensação vem o medo de furtos porque fora aprendemos a ser um tanto relaxados e sabemos que as coisas no Brasil são diferentes. Deixar a bolsa na cadeira, celular em cima de mesa etc são apenas alguns hábitos que devemos mudar desde as primeiras horas do retorno. Claro, isso não acontece em todos os lugares mas os números do aeroporto de Guarulhos não são animadores então tenha essa idéia na cabeça também.

Meu pai e minha mãe estava em Uberlândia nos aguardando e quando chegamos lá foi um alívio. Vimos o funcionário com o Dexter ainda da janela do avião e percebemos que estava tudo bem. Pelo menos ele veio no mesmo vôo porque com o confusão ficamos com o receio de um extravio de bagagens ou do próprio Dexter. Ele estava totalmente tonto, cansado que nem conseguia miar. Entramos no carro e abrimos a caixa mas ele não saiu porque estava sem forças coitado. Só depois de algum tempo é que ele comeu um pouquinho de ração. Abracei meu pai depois de 3 anos e 2 meses, foi estranho e incrivelmente legal. Minha mãe eu já tinha visto a pouco mais de 3 meses porque ela tinha acabado de nos visitar na Irlanda. Ver todo mundo junto de novo foi muito bom, essa sensação é incrível.

Bem, depois de 3 horinhas de carro chegamos na nossa querida Patos de Minas, ponto final dessa jornada, pelo menos para um período de descanso porque nossa aventura vai continuar …

Fatos:

– Não tivemos nenhum problema com malas extraviadas, objetos furtados ou desaparecidos.
– Nenhum objeto quebrado ou danificado durante o transporte e conexões porque afinal passamos por 4 aeroportos diferentes.
– O processo com o Dexter para emissão do documentação brasileira dele foi muito simples e fácil.
– Ninguém nos pediu para abrir as malas para conferir a cota individual de 500 dólares por pessoa. Esse era um ponto crítico porque existem dezenas e dezenas de histórias de pessoas que tiverão que pagar muita grana de imposto na alfândega de Guarulhos e outros aeroporto do Brasil por exceder o limite. Não existe uma regra a respeito desse assunto e tudo depende do dia, do vôo, do agente e de outras centenas de combinações.

No próximo post: As primeiras impressões na nossa cidade. Esse série de matérias continua ……

Dúvidas? Incertezas? Medos? use os comentários, fique a vontade porque estamos aqui para ajudar.

O processo de retorno ao Brasil – Parte I

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Antes de voltar para o Brasil é necessário fazer uma pesquisa bem ampla de como isso vai afetar a sua vida e principalmente definir metas a curto, médio e longo prazos. O planejamento de retorno ao Brasil para aqueles que já estão a mais de 1 ano fora (eu acredito) deve ser bem feito porque durante os quase 3 anos que trabalhei na Escola NED em Dublin vi muitos alunos nos procurar para saber sobre o processo de volta à terra verde.

A facilidade de viajar. Miss you Ryanair.

A facilidade para viajar. Miss you Ryanair.

Assim que decidimos fazer esse retorno a primeira coisa que fizemos foi começar a ler experiências de pessoas que passaram pelo mesmo processo. Pessoas que voltaram a terra natal depois de 1,2,3 ou mais anos. O processo é quase igual para todos. Choques e comparação sobre tudo que você encontrou no Brasil e a sua antiga vida fora são inevitáveis. Essa comparação acontece porque para quem morou fora a vida atual passa a ser a vida do exterior. É como se fosse uma atualização automática do facebook da cidade atual no facebook. Você passa a fazer parte daquele sistema, da sociedade, cultura etc. Com isso você passa a ter a mesma sensação dos moradores daquela cidade em relação a segurança, rotinas do dia a dia, transporte, alimentação, clima, etc. Esse processo é conhecido como aculturação onde você absorve o conteúdo do ambiente onde esta vivendo. Esse processo pode ser em um intercâmbio de curta ou longa duração ou até mesmo em uma viagem de final de semana. Depois quando você regressa ao ambiente anterior onde estava antes, o choque é inevitável e comparações vão acontecer naturalmente. Aqui vem a chave de tudo: saber entender o que aconteceu e ter tudo como um grande aprendizado para a sua vida. Ter a noção de como isso aconteceu e o que vai acontecer de agora para frente. Se você conseguir separar essas duas partes certamente a sua adaptação vai ser menos difícil mas se você retornar ao Brasil e ficar vivendo os dois mundos ao mesmo tempo certamente alguns problemas vão aparecer ao longo do seu novo caminho.

Como dito antes nesse blog o processo do nosso retorno durou quase 1 ano e por isso tivemos tempo para conversar sobre o assunto, entender o que iria acontecer, planejar e principalmente nos preparar psicologicamente. Eu acredito que essa é a parte mais complicada mas os demais pontos podem ser conversados e acalmados mas a parte do cérebro em si é muito difícil porque depende de uma série de fatores internos e externos. Vou descrever alguns pontos importantes que foram e estão sendo importantes no nosso processo de retorno ao Brasil depois de 3 anos na Irlanda.

O primeiro ponto que eu falei pra mim mesmo foi que se realmente fôssemos voltar, minha vida em Dublin acabaria e eu iria colocar todo que aconteceu em uma caixa e fechá-la. Todos os sentimentos, sensações, vitórias e derrotas estariam ali dentro e quando eu quisesse poderia abrir e senti-los novamente. É como se fosse um álbum de fotos porque realmente acabou e ficar pensando ou lembrando não iria ajudar em nada no processo de retorno. Tudo que eu vivi foi maravilhoso, realizador e nunca vou me esquecer de nada que aconteceu seja pelas memórias, fotos ou objetos mas quando o avião decolasse da ilha verde tudo aquilo deveria ser deixado de lado e uma troca automática no cérebro deveria ser feita para começarmos uma nova vida, (de novo). Quando o avião decolou de Dublin foi aquela sensação de vazio, um estranho sentimento como se algo tivesse morrido e doeu. Foi aquela velha frase de passar um filme na sua cabeça mas no fundo já tinha definido tudo e sabia que aquilo realmente tinha acabado.

Esse material foi dividido em partes porque vou passar por tudo que aconteceu. Desde esse primeiro momento de decisão até os dias atuais depois de 3 meses da nossa volta. (continua…)

O que aconteceu com André & Stéfane?

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Bem, a explicação é bem simples: sumimos kkkkkkk, pelo menos do blog.

Com o passar o tempo a vida em Dublin foi se tornando cada vez mas parecida com uma vida normal e com isso vieram os compromissos de trabalho, atividades sociais, etc. O blog sempre foi nosso hobby mas chegou um momento que tivemos que decidir pela vida pessoal e deixar o blog de lado, infelizmente. Como já temos um conteúdo considerável postado os acessos continuaram e até hoje pessoas entram conosco agradecendo pelas informações e principalmente elogiando nosso espírito batalhador e incentivador para todos que estão planejando a mesma aventura.

Para quem ainda não nos conhece segue um breve resumo.

Meu nome é André e juntamente com a minha namorada Stéfane fizemos uma viagem para a Bolívia em Janeiro de 2010 onde tivemos o primeiro contato uma cultura diferente da nossa. O intuito principal da viagem era o jogo Cruzeiro x Potosí pela pré libertadores daquele ano mas isso acabou ficando em segundo plano pois ficamos maravilhados com o povo, a comida, o clima e tantas outras coisas. Voltamos de lá com a ideia de fazer um intercâmbio. Ficamos o ano de 2010 planejando até que embarcamos rumo a Ilha Verde no dia 8 de Março de 2011. Toda a nossa aventura esta detalhada nesse blog, pelo menos o primeiro ano onde as postagens foram mais freqüentes. Depois com o passar do tempo tivemos que focar nas nossas atividades e também a vida pessoal diminuindo a freqüência de conteúdo até pararmos completamente no último ano. Minha atividade profissional em Dublin acontecia em duas empresas diferentes. A primeira, uma escola de Inglês e na segunda uma empresa prestadora de serviço no ramo de eventos esportivos e shows. Trabalhar em dois lugares era complicado e logo nos primeiros meses fui promovido a supervisor e gerente (um cargo em cada empresa, rsrsr) tudo ficou mais complicado e o tempo que eu tinha para o blog foi ocupado por outras tarefas. A vida seguiu ao longo dos últimos 3 anos e 2 meses até que decidimos voltar para o Brasil. Bem, pra falar a verdade já estamos no Brasil a quase 3 meses. (Vamos falar depois como foi essa decisão e porque deixamos Irlanda). Sim, já estamos no Brasil e mudamos da nossa querida Patos de Minas – MG para Sorocaba – SP em busca de novos desafios e objetivos.

Temos um projeto em parceria com muitas pessoas que passaram por Dublin para dar seqüência nas atividades do blog  com dicas de viagens, dicas sobre Dublin, informações e principalmente relatos de quem passou pela Ilha Esmeralda e agora esta no Brasil. Voltamos para o Brasil e com as atividades do blog.

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E a zona de conforto? … minha opinião depois de 2 anos e meio na Irlanda.

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Antes de vir pra Irlanda eu li muita coisa sobre a zona de conforto e claro sempre ficava apreensivo do que poderia acontecer com a escolha de fazer um intercâmbio. Essa “zona segura” nada mais é do que uma bolha que vamos criando ao longo dos anos até nos sentirmos tão seguros, tão seguros que não temos coragem de sair dela. Essa “falsa segurança” vem com um emprego, casa, carro, conquistas na carreira, amigos, família e assim vai. Tudo que esta ao nosso lado contribui para irmos criando camadas na nossa bolha. Esse processo e involuntário e vai acontecendo com cada pessoa até mesmo sem percebermos a gravidade que isso trás. Se sentir seguro é muito bom porque você tem tranquilidade, entretanto essa tranquilidade pode trazer também uma falsa sensação de …. ok, está bem agora e não preciso mudar nada. Tenha uma certeza na sua vida: quando isso acontecer você estará com sérios problemas. O ser humano precisa sempre de desafios e principalmente mudanças então fique ligado e cuidado para não entrar nessa bolha com os olhos fechados porque depois será complicado pra sair. Será difícil mas não impossível ! Nada melhor que um intercâmbio para sair dessa bolha. Para tomar essa decisão você precisa apenas:

– Sair do trabalho atual seja ele um emprego qualquer ou uma posição com status conquistada com muito suor
– Deixar os amigos, familiares e em alguns casos o amor da sua vida (pelo menos por um tempo)
– Deixar seu carro
– Deixar a sua rotina diaria
– Não comer a sua comida preferida
– Abandonar por completo a sua noção de mundo

E ter coragem de:

– Ir para um pais desconhecido
– Não falar direito a língua local
– Sair do Brasil com a cabeça muito aberta e principalmente se preparar para tudo que vai acontecer
– Encarar qualquer emprego
– Aprender a conviver con o pensamento “o que eu estou fazendo aqui?”
– Vencer os desafios de morar sozinho e cuidar sua sua própria vida pessoal, financeira e sentimental
– Não tem ajuda de ninguém (ter que fazer as escolhas sozinho e cada escolha será essencial para o seu sucesso ou fracasso)

Esse são apenas alguns pontos porque tudo depende do seu ritmo de vida, daquilo que você faz e principalmente da vida que você levou até ter a ideia de fazer um arriscar em algo novo. A sua criação e relação com a sua família também vai ser determinante para a decisão. Independente se você mora sozinho, com a sua família, é casado (a), tem 15 ou 100 anos.. esse processo será normal pra todo mundo. Algumas pessoas tem uma facilidade maior enquanto outras tem muita dificuldade. Para tomar a decisão você precisa entender que tudo vai ser por um período apenas seja de 1 mês, 1 ou mais. Você vai voltar para os seus familiares e amigos com certeza. Para o emprego, talvez não porque você voltará com uma experiência melhor e principalmente com a cabeça diferente. Você precisa entender que tudo será por um tempo determinado e com certeza você terá chances melhores na vida quando voltar. Em alguns casos esse processo nem é opção mas sem necessário como foi o nosso caso.

Sair da zona de conforto é muito mais do que sair de casa com um monte de malas e sonhos na mochila. Sair da zona de conforto é dar uma nova roupagem pra vida porque você poderá experimenta uma vida diferente, conceitos novos e principalmente descobri que a sua bolha era muito pequena enquanto que o mundo e muito grande para não ser “vivido”. Eu fico impressionado como as coisas são diferentes do que eu pensava e olha que eu sempre tive a cabeça muito aberta para coisas novas entretanto pensar é uma coisa, viver é outra completamente diferente. Uma das coisas que eu mais gosto de fazer e conhecer novas culturas. Na minha querida Patos de Minas só tinha contato com o meu povo local e as vezes com pessoas de outras cidades em viagens etc. Tinha contato pela internet com muita gente mas viver as pessoas é outra coisa. Eu fico impressionado com a cultura de cada pessoa, até mesmo pessoas do Brasil porque aqui você tem contato com gaúcho, carioca, pernambucano, etc.. e cada pessoa trás uma roupagem diferente do que é viver. Além dos Brasileiros a melhor parte e ter contato com culturas de outros países. Eu já tinha essa noção das pessoas e depois das aulas  de sociologia, antropologia e historia da arte do meu querido Professor Moacir tive ainda mais essa ideia do que e ser uma pessoa dentro de uma torre de babel que e o nosso planeta. Com certeza esse período na faculdade foi um salto decisivo para solidificar o ideia de experimentar outras vidas. Mesmo andando na rua aqui em Dublin você vê como as pessoas vivem de formas diferentes uma das outras, comem diferente, pensam diferente, se vestem diferente e tem ideias completamente diferentes do que as suas. Em janeiro viajamos por 4 países e 9 cidades diferentes e em cada esquina tinha a sensação de estar sendo preenchido por essas diferenças incríveis. Nessas cidades além do contato com o povo e a cultura local, visitamos o passado em ruínas, monumentos e templos. Tudo e tão impactante que você nem tem vontade de ir embora e a “fome” só aumenta a cada lugar. Como uma pessoa apaixonada pelas historias da Roma antiga que sou, quase senti e ouvi os gladiadores no Coliseu e na arena de Verona. Foi como se eu estivesse ali vendo tudo aquilo ao vivo, foi incrível. Na Grécia então foi quase um nirvana e no Marrocos a sensação de que estava em outro planeta. Estava conversando com a Stefane essa semana sobre isso e as vezes nem parece que foi verdade tudo que vivemos aqui. A Mariane Cimi é uma aluna aqui da NED e nesse final de semana postou uma foto do rio Liffey com a legenda: As vezes nem acredito que eu vivo aqui  ! Essa é a sensação que eu também tenho de tudo porque um dia vou embora e ao acordar na minha cama terei a sensação de que tudo não passou de um sonho. O bom nisso tudo vai ser que foi tudo real e poderei reviver cada momento pela fotos e vídeos mais principalmente viajar nos pensamentos e lembranças dessa aventura. O contato com outras pessoas seja do Brasil ou de outras países é muito bom porque você tem uma nova noção de mundo, deixa preconceitos de lado e se vê diante de desafios novos. Analisando tudo que vive aqui em 2 anos e meio posso dizer com toda certeza que vale muito a pena “abandonar” a sua vida para embarcar rumo ao desconhecido. Todas essas experiências e sensações vão te moldando em uma nova pessoa porque o que você pensava antes não existe mais, seus valores crescem e principalmente a sua visão sobre o ser humano muda muito. E difícil escrever sobre esse tema porque cada pessoa tem um conceito sobre a vida mas uma coisa é certa: Ninguém volta pra casa do mesmo jeito, você pode voltar uma pessoa muito melhor e claro muito pior. Da mesma forma que sair da zona de conforto abre um novo horizonte positivo do outro lado negro você pode voltar ainda pior.

As vezes ainda nao acredito que moro aqui... Mariane Cimi

As vezes ainda não acredito que moro aqui… Mariane Cimi via Facebook (Foto Rio Liffey)

Muito bem, os pontos positivos dessa aventura que é sair de sua bolhinha são muito grandes. Quando voltar para o Brasil ou ir para qualquer lugar vou ter a certeza de ter feito a escolha certa e principalmente nunca mais terei mais a sensação de estar “confortável”. Sempre vou querer viajar para me alimentar das experiências e principalmente não terei medo das mudanças. A vida é feita para ser vivida e nunca podemos ficar “plantado” no mesmo lugar.  Talvez esse seja apenas o primeiro intercâmbio e a primeira fuga da minha bolha …. !

Comprar no Tesco – Uma experiência divertida

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Eu vou confessar que sempre quis pegar os produtos no supermercado e passar no leitor para fazer aquele bip. Sempre me pareceu uma experiência interessante e ficava vendo como os funcionários conseguem fazer tudo tão rápido, ou não dependendo do lugar kkkk . Claro na minha época de criança as coisas eram ainda na caderneta e só depois de muito tempo que os supermercados do meu bairro passaram a ser controlados assim por sistemas modernos mas sempre tive essa fascinação kkkkkk. Assim como passar os produtos no leitor, mexer na caixa registradora era outra coisa que parecia ser muito divertida porque levantar aqueles “ganchos” em que as notas ficam pressas parecia um video game. Essas coisas parecem ser tão idiotas mais faziam parte da vida de várias pessoas que eu já conversei. Cada um tem uma loucura diferente e sempre todos imaginam sobre processos e sistema de grandes empresas.

Modelo mais comum em bares e restaurantesBem, aqui em Dublin pude realizar esse sonho de criança porque no estádio tenho que controlar a grana no máquina registradora que em inglês se chama “Till” ou “Cash Register” (expressão que não e comum aqui na Irlanda, todo mundo conhece como Till). So faltava então “passar o produto no bip” e rir de tão muito de tudo. Sempre que vou no Tesco faço isso e por mais estranho que pareça me divirto muito. Além de passar o produto, outra coisa interessante é que você mesmo paga com notas, moedas ou cartão, coloca tudo na sacola e vai embora. Ninguém vai lá conferir se você passou todos os produtos ou mesmo se pagou. O sistema é bem interessante e a primeira dúvida que vem a cabeça e se isso iria funcionar no Brasil. Eles até tem uma funcionaria para ajudar em casa de dúvida mas conferência mesmo eles não fazem. É uma loucura porque se você quiser pode dar o golpe geral e até Já ouvi várias historias de brazucas que fazem a “feira” por lá, infelizmente.

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O processo é bem simples e basta clicar em start e ir passando os códigos. Você coloca os produtos na outra ponta onde eles tem que ficar ate o  pagamento. Depois você escolhe a forma de pagamento, efetua o pagamento e pode retirar os produtos retirando o comprovante de compra. Todo o processo é bem rápido e divertido então da próxima vez que você for comprar no Tesco do Jervis, Temple Bar ou Dumdrum (onde eu já fui pelo menos) tenha essa experiência realmente interessante não só pelo fato de ser caixa por um dia mais também de entender a cabeça do povo por aqui onde a responsabilidade é de cada pessoa e não de um guarda que fica olhando tudo que você faz. Eles tem segurança por câmera, pessoal etc claro, porque problemas com roubos acontecem também mais comprar, passar e pagar é realmente uma coisa que demorou a entrar na minha cabeça como uma coisa normal. Da mesma forma o sistema de transporte LUAS onde você mesmo compra o ticket e depois basta entrar no trem sem catracas etc… Tomara que em algum dia as coisas no Brasil cheguem pelo menos perto disso porque é muito bom.

Oxegen 2013 em fotos

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Logo depois da nossa chegada aqui na Irlanda em 2011 ficamos conhecendo o festival Oxegen. Eu sempre gostei muito de eventos ao ar livre principalmente se for de musica eletrônica. As festas indoor são legais entretanto esta debaixo do céu e muito bom e sempre como dizem por ai da uma recarregada nas baterias.  Naquele ano assim como outras dezenas de eventos não podemos ir por causa da grana. Em 2012 o festival foi cancelado e então veio 2013 e claro, não poderíamos deixar passar em branco porque não e todo dia que se tem a oportunidade de estar num lugar como esse. Tenho que falar a verdade que o line-up desse ano foi quase uma ofensa aos anos de ouro do festival que tinha bandas consagradas. De um formato com bandas grandes eles optaram por fazer um festival quase que todo eletrônico e poucos nomes de peso. Fomos só no domingo e o publico ficou bem espalhado pelos 4 palcos e só no encerramento que realmente lotou o palco principal. Uma das grandes atracões do Oxegen e a lama que toma conta de tudo e por isso a galocha e um item indispensável. Os desavisados de tênis sofreram com o barro depois da forte chuva por volta das 9 da noite. A estrutura do local foi show com alimentação de todos os gêneros, um parque de diversões legal com preço acessível, banheiros suficientes  e os palcos bem distribuídos. Eles preparam cada detalhe com um cuidado extremo. Um Oxegen sem chuva não e Oxegen e como todo ano choveu bastante o tempo todo.

Bem, eu achei Pitbull muito fraco, Snoop Dog quase bom e David Guetta realmente surpreendente. Ano passado fui no show dele aqui em Dublin e não tinha curtido muito porque achei que ele simplesmente apertou o play mais nesse show foi tudo diferente. A produção foi animal e a combinação do som, luz e efeitos ficou primorosa.

Sem mais palavras vamos as fotos que fica mais fácil entender tudo que acontecer no Oxegen 2013.

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