1 ano em Dublin, viva.

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Saindo de Patos de Minas e BH - Uma chuva térrivel

Curiosamente hoje o clima em Dublin estava exatamente ao do dia 8 de março de 2011 quando desembarcamos na terra verde. Tempo meio nublado e o friozinho típico Irlandês dessa época do ano. Confesso que quando saímos do avião naquela tarde de terça-feira não tínhamos muito ideia do que iria acontecer. Por mais que se pesquise, por mais que se vejam vídeos e leia muito, quando se desembarca e realmente se chega a Dublin a sensação é de que você esta nascendo de novo. Toda aquela aflição, ansiedade e angustia simplesmente desaparecem e você se vê em meio a novas ruas, carros na contramão e uma miscelânea gigantesca de coisas.

Desde os primeiros dias tínhamos tudo planejado. Todas as ações deveriam seguir um roteiro para dar certo. Infelizmente logo na primeira semana tivemos alguns problemas em relação a nossa agência e escola. Com a ajuda de Deus e algumas pessoas superamos tudo e seguimos nosso caminho. Superada a dificuldade inicial acabamos cancelando nosso contato com a antiga escola e acabamos conhecendo a NED através do Carlinhos. Depois com a ajuda do Kiko conseguimos tirar no GNIB na ultima semana de março de 2011 quando ainda vigorava a lei dos “mil euros”. Demoramos exatamente 30 dias entre o nosso desembarque e a resolução do problema envolvendo a agência e nossa escola, nesse tempo não fizemos quase nada além de ir às aulas e ficar em casa tentando alguma coisa para pegar nosso dinheiro de volta.

Como disse cada passo era pensado para não termos surpresas desagradáveis principalmente em relação à grana. Nesse roteiro tínhamos os limites semanais para serem gastos com alimentação e os valores referentes a aluguel, energia e internet. As demais despesas como entretenimento, viagens, compras e outros prazeres da vida ficaram ausentes da planilha de gastos durante meses.

Logo nos primeiros dias conhecemos 3 meninas de outras escolas e logo alugamos um apartamento juntos. Depois de várias mudanças na configuração da casa por causa das “aupairs” ficamos juntos até o final do primeiro ano quando nos mudamos para um novo lugar. Nesse período passaram 22 pessoas diferentes pelo apartamento e com isso claro, momentos complicados, momentos alegres, momentos de stress e a certeza de que ninguém, absolutamente ninguém é igual a ninguém. Cada pessoa tem seu jeito de ser, suas regras e o modo de viver que às vezes até assusta seja pelo exagero ou simplicidade.

Passado o primeiro mês já com o GNIB e PPS em mãos começamos a procura por um trabalho, pois só tínhamos dinheiro para exatos 3 meses. No inicio as coisas foram muito difíceis porque não conhecíamos ninguém e nada. Sabíamos que tínhamos que entregar currículo por todo lado e encarar qualquer coisa mais por onde começar?…… pra onde ir?……. como ir?…. foram dias realmente muito complicados em que fomos provados quase ao extremo. Depois de sair alguns dias com o Cv. após as aulas começamos a conhecer os lugares e a fazer os primeiros contatos. Foram 4 semanas exatamente iguais: Ir pra escola, almoçar a marmitinha de arroz e nuggets e partir para os restaurantes de Dublin. No final do segundo mês nada ainda, apenas um bico num hotel que foram apenas 3 dias. Nesse momento a Stéfane tomou a decisão de ir se aventurar no trabalho de aupair porque seria nossa única saída. Depois de se cadastrar num site em menos de 24 horas ela já tinha uma entrevista marcada. Fomos juntos para a entrevista porque ninguém de nos 2 falávamos bem o inglês. Eu tinha apenas algum vocabulário e a Stéfane tinha feito apenas 6 meses de CNA para quebrar o gelo. Pronto, Stéfane já estava contratada e se mudou para Mullingar, cidade vizinha à Dublin. Não conseguiríamos pagar o aluguel dela então criamos uma vaga temporária num colchão inflável no quarto. Foram tempos difíceis tanto pra Stéfane que estava com a família e não entendia bem as coisas e pra mim que fiquei aqui sozinho. Graças à vodafone conversávamos por horas a noite e com isso conseguíamos tranquilizar as coisas, pelo menos até o próximo dia quando toda a pressão voltava.

A Stéfane seguia aprendendo muito bem a língua e também as atividades da casa e apesar da distancia se mantinha firme, pois sabia que era isso ou voltar pro Brasil. Nesse momento minha grana já praticamente tinha acabado e por mais que eu seguisse confiante e com a certeza de que tudo iria dar certo o receio já começa a bater na porta. Com alguns bicos em restaurantes e outras atividades na internet conseguia uma graninha, mas ao final do terceiro mês fiquei zerado financeiramente. A Stéfane já me ajudava a pagar o aluguel e a alimentação e por uma benção muito grande de Deus consegui um trabalho no restaurante Italiano nesse momento. Depois disso ainda passei umas 4 semanas sem dinheiro pra nada sempre tendo a ajuda da Stéfane até receber os primeiros euros.

O fato de não termos o inglês dificultou muito as coisas em todos os sentidos mais acredito que a falta de contatos e conhecimento das coisas é o que realmente complica a vida por aqui. Claro naquele momento a Irlanda tinha acabado de pedir ajuda do FMI então as coisas estavam complicadas pra todo mundo, um recessão danada etc…

Dessa fase uma lição muito grande que tirei é que a gente sempre deve pensar positivo, nunca podemos nos deixar vencer e sempre ter na cabeça os objetivos bem definidos. Ter vindo em casal também foi à decisão mais certa que tomamos porque essa historia de um ajudar ao outro é a maior verdade de um relacionamento. Hoje paramos pra pensar em tudo que aconteceu e percebemos que fomos muito fortes até mais do que imaginávamos, enfrentamos as incertezas e dúvidas sem medo de nada. Foi uma loucura o que fizemos mais tínhamos um sonho e objetivos bem definidos. Viemos com o curso, passagem e seguro GTA parcelados em 10x no cartão. Nos primeiros 6 meses o seguro desemprego arcou com os pagamentos, mas a partir do sétimo mês tivemos que nos manter aqui e ainda cobrir os pagamentos do cartão no Brasil. Terminamos de pagar tudo até antes do previsto e confesso que foi um alivio sempre precedentes. Todo mês cada centavo era contado e o controle seguia firme. Claro, depois de uns 4 meses melhoramos em 1000% a nossa qualidade de vida mais tivemos que seguir controlando tudo.

A Stéfane ficou no trabalho de aupair por quase 6 meses, período em que a via somente nos finais de semana e quando ela vinha eu estava trabalhando a noite no restaurante ou dormindo durante o dia, isso sem falar que tínhamos sempre outra pessoa no quarto. Eu segui no restaurante Italiano por 4 meses até ser convidado pela NED para integrar o time do marketing, graças ao trabalho que vinha desenvolvendo no blog. Na semana do meu aniversario no mês de agosto comecei meu trabalho na escola onde estou e pretendo seguir trabalhando se tudo der certo. Tenho também outro trabalho que é com venda de bebidas em shows e jogos, são poucos dias por mês mais praticamente cobre a maior parte do meu aluguel. Logo após ter retornado do aupair a Stéfane já conseguiu uma posição num café como atendente onde segue trabalhando. Com o bom trabalho no café ela também esta fazendo um serviço externo como atendente também em alguns eventos empresariais.

Para quem quer vir com a necessidade de trabalhar para se manter tem que ter em mente de que as cosias não são fáceis. Temos que abrir mão de muita coisa para poder trabalhar já que a maioria das empresas não tem escalas fixas, principalmente quem vai trabalhar em café, restaurantes etc. Tem semana que você trabalhar 6 dias, depois 4 depois 1 ou nenhum. Tudo depende do movimento então você fica preso e tem que estar sempre disponível porque eles podem chamar a qualquer momento.

Desde dezembro as coisas melhoraram muito e então começamos a aproveitar mais a vida por aqui, sair mais, comprar algumas coisas e curtir o intercâmbio. Mesmo com passagens baratas não tivemos chance de sair da Irlanda seja pela falta de tempo, seja pela falta de dinheiro mesmo mais também já sabíamos que isso iria acontecer e só no segundo ano que poderíamos mesmo fazer algumas viagens. Mesmo que se tenha o dinheiro as vezes ficamos receosos de gastar porque tudo pode mudar rapidamente e qualquer euro pode fazer falta.

Eu estudei direto apenas os 2 primeiros meses e depois peguei férias para poder trabalhar. Desde dezembro estou frequentando as aulas mais sem uma frequência certa já que as atividades da escola exigem muito tempo. A Stéfane também estudou o período inicial e retornou as aulas desde novembro.

O nosso objetivo principal claro sempre foi o inglês, entretanto com a necessidade de pagar as despesas tivemos que deixar a escola de lado por um tempo e focar apenas no trabalho. A escola dá uma base muito boa e o conteúdo pra você correr atrás do resto e nessas atividades de trabalho é que você tem a oportunidade de realmente treinar o que aprendeu. Ninguém vai ficar bom mesmo na língua apenas estudando, você tem que ir pra rua e encarar a vida real. Hoje se olhamos pra trás e vermos o nível em que chegamos aqui podemos dizer que saímos vitoriosos nesse primeiro ano. Apesar de ter dedicado quase todo o tempo trabalhando o nosso nível subiu muito e hoje conseguimos entender e falar praticamente tudo. É claro que até chegar à fluência ainda existe um caminho muito longo mais estamos indo bem. É claro que poderíamos estar muito melhores, mas pelo tempo e circunstancias que vivemos estamos muito bem.

Na minha opinião vejo que pra mim o inglês foi a melhor parte claro, até mesmo que seria frustrante ficar aqui 1 ano e não avançar na língua, entretanto algumas outras áreas da minha vida foram profundamente alteradas. A primeira é a educação financeira, pois não tinha muito controle do dinheiro no Brasil, mas agora depois de tanta coisa vivida antes de gastar 1 euro eu paro, penso e me pergunto se realmente preciso e posso. Para quem usava cartão de crédito até pra comprar 1 pão hoje sou uma pessoa totalmente regenerada hehehhehehee. O amadurecimento pessoal também foi muito grande, aqui você se encontra com você mesmo. Todos somos testados ao limite em todos os sentidos porque por mais que estejamos em 2 quase sempre ficamos sozinhos quando temos que resolver alguma coisa, fazer decisões, etc. O amadurecimento é incrível, não tem como não mudar…. No nosso relacionamento também tivemos avanços gigantescos. Aprendemos a conviver com as limitações e necessidade de cada um ajudando nos momentos difíceis e compartilhando os momentos de felicidade. O contato com outras culturas também é algo incrivelmente mágico. Viver no Brasil e ter contato com pessoas de outros estados é uma coisa, agora conviver com pessoas de outros países é outra coisa totalmente diferente. É uma coisa de louco você andar na rua e ouvir tantas línguas, ver tantas roupas diferentes, barbas, formas de tratar as crianças, comidas, pessoas tão diferentes, tudo por si sô já valeria todo o primeiro ano.

Nesses 365 dias não tivemos nenhum problema em relação à cidade em si. Não fomos roubados, atacados pelo knakers e muito menos sofremos algum tipo de discriminação por sermos Brasileiros. Adaptamo-nos muito bem ao clima, as chuvinhas constantes e ao sistema de vida Irlandês. Hoje conseguimos sair pra qualquer lugar, andar em praticamente todas as regiões sem ajuda de GPS e ainda orientamos os alunos que estão chegando. É tão diferente ver a cidade hoje de quando estávamos planejando ainda, hoje ter o domínio das regiões, saber falar sobre quase tudo é algo incrível. Um fato interessante que sempre acontece é você estar andando nas ruas e de repente algo turista perguntar algo. Primeiro você entender a pergunta já é uma sensação gratificante e depois poder orientar é algo extremamente incrível. Isso é muito bom porque quando chegamos meu Deus, não sabíamos pergunta nada e muito menos entendíamos direito as orientações do povo na rua, kkkkkkkkk é vida.

Visitamos muitos lugares em Dublin. Museus, parques, o zoológico, monumentos e até um cemitério. Dizem que se você visitar uma atração turística por dia, ao final do 1 ano você não terá chegado nem na metade das opções de Dublin. Exploramos como deu na medida da disponibilidade do tempo as atrações FREE e ainda fomos algumas vezes para regiões fora de Dublin como Wicklow, Glendalough, Howth, Bray entre outras. A Irlanda é muito bonita e possui pelo menos 50 centenas de lugares para ir. Os melhores passeios foram os que alugamos um carro e saímos desbravando a terra verde. Dirigir na mão contraria também foi uma experiência muito legal, confesso que foi mais fácil do que pensei hehehehe. No inicio ficava rindo porque é muito estranho mais depois de uma meia hora você já esta adaptado. Das atrações de Dublin teve uma que ficamos mais chateados de não termos visto, a neve. Pelo histórico de Dublin passar o natal na neve seria questão de esperar mais ao contrario do que imaginávamos o inverno irlandês passou praticamente sem ter chegado a uma temperatura extrema. O máximo, que dizer mínimo que pegamos foi -2 na terra mais com a sensação térmica de -8 tudo fica mais frio. Há poucas semanas atrás fomos pela segunda vez em Glendalough e para nossa surpresa no meio do caminho começou uma pequena chuva de granizo. Minutos depois a neve caiu sobre o lugar e nos pegou de surpresa. Mesmo não sendo uma nevasca fez muito frio até mesmo porque não estávamos preparados.

Pelo trabalho no blog conhecemos pelo menos 10 centenas de pessoas e alguns desses acabamos encontrando pessoalmente aqui em Dublin. Dessas algumas se tornaram nossos amigos pessoais, entretanto a melhor coisa mesmo é poder compartilhar nossas experiências com todos nesse blog e de certa forma aproximar todos de Dublin tirando as duvidas e contribuir com a realização do sonho de todos. Amanhã dia 9 vamos contemplar 1 ano de blog, o que nos deixa muito felizes. Nesse tempo foram exatos 487 artigos, dezenas de parcerias firmadas entre os blogs, 1496 comentários, 132, 452 visitas e um total de 2599 pessoas cadastradas para receber nossas atualizações. São números expressivos para um blog de intercâmbio. Baseamos nosso trabalho sempre na simplicidade das informações, pois queremos aproximar todos da realidade de Dublin. Nosso muito obrigado por tudo.

Tem tantas coisas que aconteceram que merecem destaque mais ficaria muito extenso (mais do que já esta heheheh) acho que vamos fazer um vídeo até a próxima semana onde falaremos de outros assuntos sobre a nossa odisseia na terra verde.

Bem fechamos hoje a primeira fase do nosso ciclo na Irlanda. Analisando, conseguimos alcançar praticamente tudo que queríamos. Vamos abrir hoje o envelope com as metas e objetivos para esse segundo ano e seguir firme realizando nosso sonho.

Abraços

André & Stéfane

Saindo de Patos de Minas e BH - Uma chuva térrivel

Saindo de Patos de Minas e BH - Uma chuva térrivel

Primeira compra no Tesco

Primeira compra no Tesco

Nossa primeira "jantinha"

Nossa primeira "jantinha"

Acomodação Estudantil

Acomodação Estudantil

Mudamos, casa nova.

Mudamos, casa nova.

Primeiro passeio: Phoenix Park

Primeiro passeio: Phoenix Park

Conhecendo Dublin

Conhecendo Dublin

Conhecendo a região do Temple Bar

Conhecendo a região do Temple Bar

St. Patrick's 2011

St. Patrick's 2011

Primeiro jogo do Brasil, fora do Brasil

Primeiro jogo do Brasil, fora do Brasil

O famoso feijão da Irlanda

O famoso feijão da Irlanda

Chegou a Primavera 2011

Chegou a Primavera 2011

Abrindo a conta no Bank Of Ireland

Abrindo a conta no Bank Of Ireland

Começam as aventuras culinárias

Começam as aventuras culinárias

Primeiros dias de aula

Primeiros dias de aula

Uma das primeiras vezes na Grafton

Uma das primeiras vezes na Grafton

Meu primeiro bolo

Meu primeiro bolo

Meu primeiro trabalho - Hotel

Meu primeiro trabalho - Hotel

Primeiro trabalho Stéfane - Panfletagem

Primeiro trabalho Stéfane - Panfletagem

Conhecendo as maravilhas da Penneys

Conhecendo as maravilhas da Penneys

O reduced do Tesco existe mesmo

O reduced do Tesco existe mesmo

Ana, a filha da Stéfane no aupair

Ana, a filha da Stéfane no aupair

Matando a saudade de casa

Matando a saudade de casa

Primeiro dia de trabalho no restaurante Italiano

Primeiro dia de trabalho no restaurante Italiano

O dia que conhecemos um verdadeiro banheiro de balada

O dia que conhecemos um verdadeiro banheiro de balada

Visita da Rainha da Inglaterra à Dublin

Visita da Rainha da Inglaterra à Dublin

Phoenix Park

Phoenix Park

Churrasco na "família" da Stéfane

Churrasco na "família" da Stéfane

Bray

Bray

Primeiros dias na NED

Primeiros dias na NED

St. Stephens Green Park

St. Stephens Green Park

Primeira vez na Dicey's

Primeira vez na Dicey's

Stéfane é convidada para fazer uma apresentação sobre o Brasil na escola das crianças

Stéfane é convidada para fazer uma apresentação sobre o Brasil na escola das crianças

Howth

Howth

Entendendo porque tudo é tão barato

Entendendo porque tudo é tão barato

Meu primeiro dia de trabalho no Aviva Stadium

Meu primeiro dia de trabalho no Aviva Stadium

Primeiro dia no The O2 - Show Red Hot Chili Peppers

Primeiro dia no The O2 - Show Red Hot Chili Peppers

Glendalough

Glendalough

Oktoberfest Dublin

Oktoberfest Dublin

Halloween na família Irish

Halloween na família Irish

Halloween Dublin

Halloween Dublin

Glendalough

Glendalough

Outono

Outono

Natal

Natal

Feliz 2012

Feliz 2012

Inverno

Inverno

Neve 2012 - éééééé

Neve 2012 - éééééé

Adeus ap em D1

Adeus ap em D1

Hello ap em D12

Hello ap em D12

Ôôôôô Minas Gerais quem te conhece não esquece jamais

Ôôôôô Minas Gerais quem te conhece não esquece jamais

André & Stéfane 3 anos

André & Stéfane 3 anos

Nevou em Glendalough

Nevou em Glendalough

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Vamos lá

Vamos lá

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Mudamos para Dublin 12

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Bem a primeira coisa que vocês devem estar pensando é: Como assim saíram de Dublin 1 para Dublin 12?

Bem é uma pergunta normal porque todo mundo pensa que morar no centro (Dublin 1) é a melhor opção. Claro é sim porque fica perto de quase tudo mais depois de alguns meses aqui suas necessidades mudam e tecnicamente você sentira vontade de se mudar. Primeiro porque o centro de Dublin é uma região tão pequena que em menos de 10 minutos você atravessa de a um lado para o outro. Depois porque as regiões “fora do centro” também possuem as facilidades que a região central e o melhor, as casas e apartamentos são muito melhores, maiores com as vezes mais baratas.

Bem o que digo nesse blog é fruto das minhas experiências então pode ser que outra pessoa tenha uma visão diferente da minha mas vamos lá…..

Moramos em Dublin 1 ao lado da Conolly Station por 11 meses. Estávamos na esquina da Summerhill, região conhecida como “summerhell” por abrigar um grande número dos irlandeses de moleton e tênis branco. O interessante é que por mais que as pessoas falem não tivemos problemas nesse tempo. Trabalhamos em muitas coisas que precisávamos voltar tarde da noite sozinhos e nada aconteceu, graças a Deus. Da nossa casa até o Spire levávamos apenas 10 minutos e tínhamos a ideia de que isso era suficiente para se morar. Conseguimos essa casa no quinto dia em Dublin e logo fechamos com 2 amigas que conhecemos na acomodação estudantil. Foram tempos bacanas e claro algumas fases complicadas por causa do relacionamento mais tudo normal ainda mais se tratando de pessoas tão diferentes que nunca tinham se visto na vida. Estávamos para terminar nosso contrato da casa então já partimos para a busca de uma nova moradia para o segundo ano. Primeiro definimos que iríamos morar novamente dividindo a casa com outras pessoas porque sabemos que morar sozinho significaria escolher uma casa muito pequena para caber no bolso. Depois definimos o valor que poderia ser um pouco maior do que a casa do primeiro ano e com a possibilidade de 2 banheiros se possível. Claro já estamos aqui a quase 1 ano, temos trabalho fixo então podemos nos dar algumas melhorias na qualidade de vida. Nossa primeira casa não era terrível de ruim mais queríamos melhorar um pouco as coisas. Partimos para missão de encontrar uma casa e nossa prioridade era Dublin 8. Procuramos, procuramos e a oferta de casas não estava muito boa na região de Dublin 8, 6, 4, 2, 1, ou até 3. Morar nesses regiões é a mesma coisa que morar no centro, claro dependendo da localização porque algumas partes dessas regiões são bem longes mais no fim tudo não passa de 30 ou 40 minutos de caminhada.

Se não bastasse a falta de casa no perfil que estávamos procurando tivemos algumas problemas com as imobiliárias. Aqui em Dublin o pessoal não tem a noção de atendimento e zelo com o consumidor que temos no Brasil. Primeiro que não adianta enviar e-mail pelos sites que eles não respondem, mensagens de texto, raramente e quando se liga nem sempre você encontra o tratamento que deseja. Para vocês terem uma ideia encontramos um apartamento legal em Dublin 8 que era administrado por uma empresa chama Advanced, onde nossa ligação foi atendida pela agente imobiliária. Marcamos a visita gostamos da lugar, do valor e ficamos apenas de enviar a documentação no outro dia. Ela pediu o documentação pessoal, referencia do antigo landlord e as referencias de trabalhos. Enviamos tudo direitinho no prazo combinado e ela ficou de dar a resposta até o final da tarde. Como tínhamos prazos a cumprir precisávamos de um retorno para poder decidir. A agente simplesmente nos enrolou 5 dias dizendo que estava analisando a documentação. No final desse quinto dia fui pessoalmente no lugar e exigi uma resposta, de fato ela me deu: suas referencias não são boas …. só isso, já estava meio nervoso e nem questionei apenas sai do lugar para continuar a busca. Não sei se são boas mais com essa mesma documentação conseguimos alugar o ap que estamos agora. O que acontece é que eles não tem pressa pra resolver as coisas e são quase sempre muito, muito ruins mesmo, desorganizados e nada prestativos. Continuamos nossa busca e encontramos esse apartamento em Dublin 12. Agendamos uma visita, gostamos entregamos a documentação e no outro dia já mudamos.

Claro essa foi uma experiência negativa e não é uma regra mais acontece. Quando você fala diretamente com o dono da casa as coisas são mais simples. Tudo é negociado então você tem que conversar muito, perguntar para não ter surpresas desagradáveis. Em alguns lugares as pessoas pedem referencias de empregos, da escola, extratos e tudo que possa comprovar sua documentação mais tem muitos lugares também que a pessoa pede apenas o deposito e pronto. Claro tudo que for fazer peça recibos e procure outros números de contato da pessoa.

DICA: Quando forem ver uma casa já levem o dinheiro do deposito porque se vocês gostarem já podem fechar o negocio ali mesmo. Como a oferta de casas estava pequena tivemos casos em que ficamos de ver e quando retornamos a casa já tinha sido alugada.

Mesmo já com a sensação de que morar no centro não era vantagem ainda ficamos com a cabeça muito fechada para Dublin 8 mais depois que visitamos alguns lugares vimos que é muito melhor ainda do que Dublin 8, claro tem a dificuldade da locomoção mais nada que uma Bike, ônibus u o LUAS não resolva. Era uma visão que eu já tinha mais agora tenho certeza: Morar nas regiões fora do centro é a melhor escolha porque você tem casas melhores, maiores, modernas e com o preços menores ou quase igual da região central. Como fator decisivo para esse apartamento levamos em conta estarmos em frente a estação do Luas, o que facilita o deslocamento, a qualidade e tamanho do apartamento e a localização perto de supermercados, feiras, bancos etc. Acredito que no nosso caso não teremos problemas porque podemos usar o LUAS ou comprar uma bike, que é meu plano. Outro fator foi o fato do LUAS para bem na porta então é ótimo para meu emprego no The O2.

Como disse agora estamos morando com outro casal, os nossos já amigos Adauto e Priscila. Já conhecemos eles a um tempo por terem fechado com a NED então já tínhamos muito contato o que nos levou a convida-los para morar com a gente. Por esse inicio acredito que será uma experiência melhor por ser outro casal, acho que por serem casal os pensamentos são iguais. Claro todo mundo tem que se ajudar, fazendo isso dá tudo certo.

Para minha sorte que gosto de dar uma corridas temos 1 parque em frente ao prédio e também uma rua lateral que acompanha o Grand Canal então estamos cercados por uma área verde muito bonita.

No fim o preço dessa casa ficou 150 euros a mais do que as outras que encontramos em Dublin 8, o que acabou sendo pouco perto do espaço e da qualidade da casa. Conseguimos do jeito que queríamos com 2 banheiros, espaço e principalmente facilidade na locomoção. Teremos varias opções mais provavelmente ficaremos com o LUAS e a Bike. O cartão mensal do LUAS da nossa estação até o centro para uso ilimitado custa 50,50 euros (estudante). A Stéfane já comprou o dela e eu estou pagando avulso até o final do mês quando irei comprar uma bike ou o cartão também.

Bem, então já temos nosso apartamento novo. Agora é correr atras dos objetivos do segundo ano que começa no próximo dia 8 de março ….

Alugando uma Bike

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Dublin é uma cidade que me surpreende pela quantidade de informações, pelo zelo com jardins e parques e pela conservação da história que já passa de dois mil anos. Sabe no Brasil quando tradicionalmente dizemos aquela expressão “Isso é coisa de primeiro mundo”. Então, aqui estamos nós na Europa, não sei se no primeiro mundo, mas temos vários exemplos de ideias e situações que nos remetem a um futuro bem distante e situações quase impossíveis de acontecer no nosso pais, sejam pela cultura, pela população ou na maioria das vezes pela falta de vontade política. Um grande exemplo de boa vontade política e modernidade é o sistema Dublin Bikes que poderia ser seguido por qualquer paíis do mundo. Aliás, por falar nisso ele já foi eleito o melhor sistema de aluguel de bicicletas do mundo e tem todos os créditos por esse prêmio. Um sistema moderno e funcional que permite centenas de pessoas se locomoverem para o trabalho ou só dar aquele passeio no final da tarde. O interessante no sistema é que ele é muito democrático, é comum ver “engravatados”, senhores, senhoras e jovens de todas as idades retirando suas bikes para mais uma jornada.

Confira o texto completo na minha coluna do blog Dublin para Brasileiros

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Alugando uma casa

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Fala galera, no meu post semanal do Dublin para Brasileiros falei da missão de alugar uma casa, dei várias dicas de como procurar, analisar um contrato e os principais pontos a serem conferidos antes de bater o martelo, acessem e comentem:

Fala galera, depois de chegar a Dublin e ter o primeiro contato com o solo verde é hora de conseguir um lugar para viver durante a jornada do intercâmbio. Essa “missão” que parece um tanto complicada pode ser mais fácil do pensamos se já tivermos em mente o que procuramos, em qual região e o quanto podemos pagar…. veja mais

Casa Nova

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Confesso que procurar uma moradia não é tarefa das mais fáceis, ainda mais estando em outro país e não tendo fluência na língua. Sem duvida aluguel é um dos assuntos que mais geram preocupação em quem esta pensando num intercâmbio, pois esse incide diretamente no planejamento financeiro, o que para a maioria dos estudantes é mesmo o grande problema. Acredito que depois da mudança da lei de imigração que “forçara” as pessoas a trazerem mais dinheiro essa preocupação será um pouco menor pois o valor de 3000 euros é mais do que suficiente para se manter por vários meses. Começamos nossa busca nas comunidades do Orkut passando por outras redes sociais com pessoas que já fizemos contatos por aqui, mais depois de 2 dias nada, então passamos aos sites de aluguel do qual sem duvida o mais completo e com mais opções é o http://www.daft.ie.

Fizemos uma busca colocando as opções que queríamos, 2 quartos, Dublin 1, até 800 euros. Da lista de 20 opções olhamos atentamente as fotos e sobretudo a localização, isso porque a cidade é dividida em setores entretanto um mesmo endereço dentro de 1 setor pode estar a 5 minutos ou duas horas do Spire que é uma espécie de ponto zero da cidade.

Da lista ligamos para 5 e conseguimos agendar para o mesmo dia a visita, 1 endereço não conseguimos localizar nem ligando pro dono, não soubemos entender as orientações e só conseguimos visitar as outras 4 opções. Na primeira logo na entrada não gostamos, muito fria e no nível abaixo da rua, o local era pequeno e considerado caro por nós. No segundo a região não era muito boa por causa dos conhecidos nackers (merece um post para explicação), na quarta casa o cara não apareceu e o celular estava desligado dai restou a ultima e quinta casa que na verdade é um apartamento. Para nossa surpresa o endereço fica na rua de trás da acomodação da escola. Chegamos pontualmente as 16 horas e a Therese nos aguardava, ela trabalha numa imobiliária, pessoa muito gente fina e atenciosa, mesmo com nosso inglês meia boca, ela com muita paciência nos mostrou e explicou as condições do apartamento. Gostamos muito primeiro pelo lugar perto de 2 tesco, Super Valu e um Spar, 5 minutos do Spire ou seja, estamos no centrão. O local é bem grande e nos atenderá tranquilamente com 2 pessoas num quarto e 3 no outro, assim que as coisas se ajeitarem vamos abrir mais uma vaga na sala para pessoas que precisam de um lugar temporário até encontrar um esquema bacana. O melhor de tudo será o preço dividindo o aluguel por 5 cada um irá pagar 160 euros, valor muito bom considerando o tamanho do apartamento e localização.

Então temos uma casa até que enfim depois de 4 dias de muita procura e apreensão, porque como todos só tem 1 semana na acomodação da escola a pressão por outro lugar fica muito grande a cada dia que passa, acho que é um problema isso porque as pessoas chegam e se maravilham com a cidade não resolvendo assuntos importantes como moradia, PPS e conta do banco logo nas primeiras semanas. Na minha opinião o melhor a fazer é assim que chegar dar entrada no PPS e começar a procurar pessoas interessadas em dividir e olhar os sites e já ir visitando pra não chegar os últimos dias e ter que sair desesperado e acabar fechando qualquer coisa.

Chegamos na casa nova e nos organizamos rápido pra comemorar mais uma comidinha de república, ou seja, massa. Estou começando a fica com medo de engordar uns 100 kg até ir embora, mais depois que mudamos já fizemos comida de verdade como arroz, quero dizer tudo menos carnê porque é muito caro, já encontramos algumas opções como frango mais ainda não esta na nossa lista de compra semanal.
Então literalmente agora temos casa e vamos partir para a busca de emprego.

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Segundo dia

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Amanhaceu mais um dia em Dublin, 9 da manhã e 4 graus com chuva fina. Saímos atrás de uma casa já que temos menos de 1 semana de acomodação aqui na residência estudantil. Fizemos uma busca em vários sites e com certeza o Daft.ie é o melhor, fizemos uma lista de 9 casas e em contato com os landlords partimos pra rua.

Este post do E-Dublin é completo para se orientar no Daft. Procurar endereços aqui em Dublin não é uma tarefa fácil mais com paciência tudo dá certo. Nas duas primeiras casas o clima não era bacana, muito frio e sem segurança dai então partimos pra outras. Depois de passar e não achar outra fizemos uma nova busca e encontramos uma aqui perto, logo atrás da rua onde estamos. Ligamos e conseguimos marcar logo em seguida marcar um encontro com a proprietária.

Pontualmente as 4:00 pm ela chegou e nos mostrou a casa que é uma graça, muito aconchegante e com boa aparência. Esqueci de dizer que estamos procurando um AP junto com a gente porque elas estão aqui na casa e são muito bacanas e disseram que estão procurando uma coisa assim então partimos juntos nessa batalha.

Nossa impressão é que podemos encontrar um lugar pra dividir quarto com outras pessoas por 200 ou 250, entretanto vamos optar por alugar uma casa fechada e ir com as pessoas pra dentro, ao mesmo preço ou mais barato do que dividir com pessoas que já estão ali. Como convivemos com as duas gaúchas e gostamos do jeito delas e dos propósitos vai dar certo. Então por essa casa que encontramos vamos pagar 800 euros por mês para dividir com 4 pessoas a principio, mais os planos são para colocar mais duas pessoas e cabem tranqüilamente. Penso em colocar uma vaga transitória na sala pelo espaço disponível, essa vaga seria para pessoas terem tempo de encontrar um lugar mais tranquilo do que sair correndo em 3 dias e alugar uma quarto de qualquer jeito porque o tempo na residência estudantil esta acabando. Vamos ver no que dá….

Depois de ver a casa voltamos pra residência estudantil pra conversar e resolvermos as coisas sobre a casa nova, isso porque claro que milhares de opções aparecem a todo momento no daft entretanto não dá tempo de procurar muitas coisas já que terça já teremos que sair da casa que estamos, as meninas também estão nessa e o final de semana se aproxima.

Voltamos pra casa a noite para mais uma rodada de comida rápida e gostosa, mesmo com coisas baratas não temos como comprar muita coisa pra fazer comida aqui na casa já que não tem espaço na geladeira e não estamos em casa na hora do almoço e chegamos mais tarde, assim que mudarmos ai sim teremos comidas dignas e saudáveis.

Minha impressão: No segundo dia comecei a memorizar melhor as ruas e ter noção das coisas, no segundo dia estudei muito o google maps na região aqui procurando as casas e agora já tenho a orientação na minha cabeça de algumas regiões e ruas. A adaptação esta sendo muito boa e tranqüila, o clima não me assustou muito e esta tranqüilo, o vento as vezes é forte e o rosto gela, mais tranqüilo. Acredito que tudo vai dar certo.

Esqueci de dizer anteriormente que meus contatos nas redes sociais estão no meu gravatar. É só posicionar o mouse na minha foto no inicio do blog.