Como levar seu animal de estimação do Brasil para a Irlanda

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Já explicamos aqui no blog como fazer o processo da Irlanda para o Brasil, em detalhes. Um passo a passo de tudo que você precisa fazer e como funciona na realidade o transporte da terra verdade para a terra Brasilis. Bem, agora vamos explicar como funciona o processo inverso de como levar o seu bichinho do Brasil para a Irlanda.

Antes, uma breve reflexão sobre o assunto.

1) Adaptação e moradia:   Esse assunto deve ser muito bem pensado antes da decisão de realmente levar seu PET pra Irlanda. Tenha em mente que você vai passar por um processo de adaptação complicado em vários sentidos. Entenda que você não tem uma residência fixa e certamente vai ter que morar com outras pessoas e em 99,9% das vezes ela serão totalmente desconhecidas. A maioria das pessoas amam bichos de estimação mas no intercâmbio tudo é muito intenso e o seu animalzinho pode passar de um amorzinho para a um problema. Certamente você terá que se mudar pelo menos 1 ou 2x durante o intercâmbio e isso pode ser complicado mas uma vez. Em várias situações os donos das casas não permitem Pet’s pelo fato do barulho ou por causa da mobília.

2) Despesas com alimentação e saúde: De uma forma geral os preços de ração e outras coisinhas que nossos bichinhos gostam não são caros (muito mais barato que no Brasil) e também veterinário não é um valor absurdo. Claro, essa conclusão de que as coisas são ligeiramente baratas só pode acontecer depois de você já esta trabalhando. Os gastos iniciais são altos e ter mais uma despesa fixa por elevar mais ainda suas contas. Na adaptação, o PET pode ter alguns problemas de saúde e com isso algumas visitas ao VET serão necessárias. Eu não vejo esse aspecto como um grande problema mas deve ser considerado.

3) Tempo de estadia na Irlanda: O processo de transporte é muito traumático para o PET. Tive essa impressão com o Dexter porque quando chegamos em SP ele estava muito assustado pra não falar desesperado. Deve ter sido um sofrimento pra ele ficar no porão do avião durante todo aquele tempo. Eu não sei sobre cachorrinhos mas com gatos é diferente e eles ficam muito preocupados e com certeza o choque é maior. Claro que ele voltou a ser a mesma fofurinha de antes mas sempre nos perguntamos como foi aquela viagem pra ele (kkkk coisa de pais preocupados). Mesmo que você tenha planos de ficar muito tempo na Irlanda  é muito difícil prever o que vai acontecer porque tudo muda muito e pode ser que você tenha um gasto elevado, um trauma muito grande para o PET e fique pouco tempo na Irlanda.

Eu não recomendaria levar um PET pra a Irlanda porque pode até parecer ser possível organizar tudo mas depois que chegamos na Irlanda é que entendemos como tudo funciona. Como é realmente a vida dividindo casa com outras pessoas e principalmente como é a rotina de um intercambista. Eu aconselharia esperar um pouco e só depois que tudo estivesse correndo bem fazer esse processo. Não se deixe levar pela emoção de ter o seu PET perto de você porque tudo pode se tornar um pesadelo.

Eu já vinha pesquisando sobre o processo de levar PET do Brasil pra Irlanda mas sempre encontrava informações antigas e ficava na dúvida se deveria postar. Na semana passada o E-Dublin  fez um vídeo muito legal com uma pessoa que acabou de chegar na Irlanda com seu PET. Nesse video informações completas e atualizadas sobre todo o processo (2014). Nesse caso especifico eu recomendaria fazer o transporte do PET porque o casal já chegou com as coisas organizadas e pelo que parece moram sozinhos, fato diferente da maioria dos estudantes.

Links Úteis:

http://www.tesco.ie
http://www.maxizoo.ie

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1 ano em Dublin, viva.

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Saindo de Patos de Minas e BH - Uma chuva térrivel

Curiosamente hoje o clima em Dublin estava exatamente ao do dia 8 de março de 2011 quando desembarcamos na terra verde. Tempo meio nublado e o friozinho típico Irlandês dessa época do ano. Confesso que quando saímos do avião naquela tarde de terça-feira não tínhamos muito ideia do que iria acontecer. Por mais que se pesquise, por mais que se vejam vídeos e leia muito, quando se desembarca e realmente se chega a Dublin a sensação é de que você esta nascendo de novo. Toda aquela aflição, ansiedade e angustia simplesmente desaparecem e você se vê em meio a novas ruas, carros na contramão e uma miscelânea gigantesca de coisas.

Desde os primeiros dias tínhamos tudo planejado. Todas as ações deveriam seguir um roteiro para dar certo. Infelizmente logo na primeira semana tivemos alguns problemas em relação a nossa agência e escola. Com a ajuda de Deus e algumas pessoas superamos tudo e seguimos nosso caminho. Superada a dificuldade inicial acabamos cancelando nosso contato com a antiga escola e acabamos conhecendo a NED através do Carlinhos. Depois com a ajuda do Kiko conseguimos tirar no GNIB na ultima semana de março de 2011 quando ainda vigorava a lei dos “mil euros”. Demoramos exatamente 30 dias entre o nosso desembarque e a resolução do problema envolvendo a agência e nossa escola, nesse tempo não fizemos quase nada além de ir às aulas e ficar em casa tentando alguma coisa para pegar nosso dinheiro de volta.

Como disse cada passo era pensado para não termos surpresas desagradáveis principalmente em relação à grana. Nesse roteiro tínhamos os limites semanais para serem gastos com alimentação e os valores referentes a aluguel, energia e internet. As demais despesas como entretenimento, viagens, compras e outros prazeres da vida ficaram ausentes da planilha de gastos durante meses.

Logo nos primeiros dias conhecemos 3 meninas de outras escolas e logo alugamos um apartamento juntos. Depois de várias mudanças na configuração da casa por causa das “aupairs” ficamos juntos até o final do primeiro ano quando nos mudamos para um novo lugar. Nesse período passaram 22 pessoas diferentes pelo apartamento e com isso claro, momentos complicados, momentos alegres, momentos de stress e a certeza de que ninguém, absolutamente ninguém é igual a ninguém. Cada pessoa tem seu jeito de ser, suas regras e o modo de viver que às vezes até assusta seja pelo exagero ou simplicidade.

Passado o primeiro mês já com o GNIB e PPS em mãos começamos a procura por um trabalho, pois só tínhamos dinheiro para exatos 3 meses. No inicio as coisas foram muito difíceis porque não conhecíamos ninguém e nada. Sabíamos que tínhamos que entregar currículo por todo lado e encarar qualquer coisa mais por onde começar?…… pra onde ir?……. como ir?…. foram dias realmente muito complicados em que fomos provados quase ao extremo. Depois de sair alguns dias com o Cv. após as aulas começamos a conhecer os lugares e a fazer os primeiros contatos. Foram 4 semanas exatamente iguais: Ir pra escola, almoçar a marmitinha de arroz e nuggets e partir para os restaurantes de Dublin. No final do segundo mês nada ainda, apenas um bico num hotel que foram apenas 3 dias. Nesse momento a Stéfane tomou a decisão de ir se aventurar no trabalho de aupair porque seria nossa única saída. Depois de se cadastrar num site em menos de 24 horas ela já tinha uma entrevista marcada. Fomos juntos para a entrevista porque ninguém de nos 2 falávamos bem o inglês. Eu tinha apenas algum vocabulário e a Stéfane tinha feito apenas 6 meses de CNA para quebrar o gelo. Pronto, Stéfane já estava contratada e se mudou para Mullingar, cidade vizinha à Dublin. Não conseguiríamos pagar o aluguel dela então criamos uma vaga temporária num colchão inflável no quarto. Foram tempos difíceis tanto pra Stéfane que estava com a família e não entendia bem as coisas e pra mim que fiquei aqui sozinho. Graças à vodafone conversávamos por horas a noite e com isso conseguíamos tranquilizar as coisas, pelo menos até o próximo dia quando toda a pressão voltava.

A Stéfane seguia aprendendo muito bem a língua e também as atividades da casa e apesar da distancia se mantinha firme, pois sabia que era isso ou voltar pro Brasil. Nesse momento minha grana já praticamente tinha acabado e por mais que eu seguisse confiante e com a certeza de que tudo iria dar certo o receio já começa a bater na porta. Com alguns bicos em restaurantes e outras atividades na internet conseguia uma graninha, mas ao final do terceiro mês fiquei zerado financeiramente. A Stéfane já me ajudava a pagar o aluguel e a alimentação e por uma benção muito grande de Deus consegui um trabalho no restaurante Italiano nesse momento. Depois disso ainda passei umas 4 semanas sem dinheiro pra nada sempre tendo a ajuda da Stéfane até receber os primeiros euros.

O fato de não termos o inglês dificultou muito as coisas em todos os sentidos mais acredito que a falta de contatos e conhecimento das coisas é o que realmente complica a vida por aqui. Claro naquele momento a Irlanda tinha acabado de pedir ajuda do FMI então as coisas estavam complicadas pra todo mundo, um recessão danada etc…

Dessa fase uma lição muito grande que tirei é que a gente sempre deve pensar positivo, nunca podemos nos deixar vencer e sempre ter na cabeça os objetivos bem definidos. Ter vindo em casal também foi à decisão mais certa que tomamos porque essa historia de um ajudar ao outro é a maior verdade de um relacionamento. Hoje paramos pra pensar em tudo que aconteceu e percebemos que fomos muito fortes até mais do que imaginávamos, enfrentamos as incertezas e dúvidas sem medo de nada. Foi uma loucura o que fizemos mais tínhamos um sonho e objetivos bem definidos. Viemos com o curso, passagem e seguro GTA parcelados em 10x no cartão. Nos primeiros 6 meses o seguro desemprego arcou com os pagamentos, mas a partir do sétimo mês tivemos que nos manter aqui e ainda cobrir os pagamentos do cartão no Brasil. Terminamos de pagar tudo até antes do previsto e confesso que foi um alivio sempre precedentes. Todo mês cada centavo era contado e o controle seguia firme. Claro, depois de uns 4 meses melhoramos em 1000% a nossa qualidade de vida mais tivemos que seguir controlando tudo.

A Stéfane ficou no trabalho de aupair por quase 6 meses, período em que a via somente nos finais de semana e quando ela vinha eu estava trabalhando a noite no restaurante ou dormindo durante o dia, isso sem falar que tínhamos sempre outra pessoa no quarto. Eu segui no restaurante Italiano por 4 meses até ser convidado pela NED para integrar o time do marketing, graças ao trabalho que vinha desenvolvendo no blog. Na semana do meu aniversario no mês de agosto comecei meu trabalho na escola onde estou e pretendo seguir trabalhando se tudo der certo. Tenho também outro trabalho que é com venda de bebidas em shows e jogos, são poucos dias por mês mais praticamente cobre a maior parte do meu aluguel. Logo após ter retornado do aupair a Stéfane já conseguiu uma posição num café como atendente onde segue trabalhando. Com o bom trabalho no café ela também esta fazendo um serviço externo como atendente também em alguns eventos empresariais.

Para quem quer vir com a necessidade de trabalhar para se manter tem que ter em mente de que as cosias não são fáceis. Temos que abrir mão de muita coisa para poder trabalhar já que a maioria das empresas não tem escalas fixas, principalmente quem vai trabalhar em café, restaurantes etc. Tem semana que você trabalhar 6 dias, depois 4 depois 1 ou nenhum. Tudo depende do movimento então você fica preso e tem que estar sempre disponível porque eles podem chamar a qualquer momento.

Desde dezembro as coisas melhoraram muito e então começamos a aproveitar mais a vida por aqui, sair mais, comprar algumas coisas e curtir o intercâmbio. Mesmo com passagens baratas não tivemos chance de sair da Irlanda seja pela falta de tempo, seja pela falta de dinheiro mesmo mais também já sabíamos que isso iria acontecer e só no segundo ano que poderíamos mesmo fazer algumas viagens. Mesmo que se tenha o dinheiro as vezes ficamos receosos de gastar porque tudo pode mudar rapidamente e qualquer euro pode fazer falta.

Eu estudei direto apenas os 2 primeiros meses e depois peguei férias para poder trabalhar. Desde dezembro estou frequentando as aulas mais sem uma frequência certa já que as atividades da escola exigem muito tempo. A Stéfane também estudou o período inicial e retornou as aulas desde novembro.

O nosso objetivo principal claro sempre foi o inglês, entretanto com a necessidade de pagar as despesas tivemos que deixar a escola de lado por um tempo e focar apenas no trabalho. A escola dá uma base muito boa e o conteúdo pra você correr atrás do resto e nessas atividades de trabalho é que você tem a oportunidade de realmente treinar o que aprendeu. Ninguém vai ficar bom mesmo na língua apenas estudando, você tem que ir pra rua e encarar a vida real. Hoje se olhamos pra trás e vermos o nível em que chegamos aqui podemos dizer que saímos vitoriosos nesse primeiro ano. Apesar de ter dedicado quase todo o tempo trabalhando o nosso nível subiu muito e hoje conseguimos entender e falar praticamente tudo. É claro que até chegar à fluência ainda existe um caminho muito longo mais estamos indo bem. É claro que poderíamos estar muito melhores, mas pelo tempo e circunstancias que vivemos estamos muito bem.

Na minha opinião vejo que pra mim o inglês foi a melhor parte claro, até mesmo que seria frustrante ficar aqui 1 ano e não avançar na língua, entretanto algumas outras áreas da minha vida foram profundamente alteradas. A primeira é a educação financeira, pois não tinha muito controle do dinheiro no Brasil, mas agora depois de tanta coisa vivida antes de gastar 1 euro eu paro, penso e me pergunto se realmente preciso e posso. Para quem usava cartão de crédito até pra comprar 1 pão hoje sou uma pessoa totalmente regenerada hehehhehehee. O amadurecimento pessoal também foi muito grande, aqui você se encontra com você mesmo. Todos somos testados ao limite em todos os sentidos porque por mais que estejamos em 2 quase sempre ficamos sozinhos quando temos que resolver alguma coisa, fazer decisões, etc. O amadurecimento é incrível, não tem como não mudar…. No nosso relacionamento também tivemos avanços gigantescos. Aprendemos a conviver com as limitações e necessidade de cada um ajudando nos momentos difíceis e compartilhando os momentos de felicidade. O contato com outras culturas também é algo incrivelmente mágico. Viver no Brasil e ter contato com pessoas de outros estados é uma coisa, agora conviver com pessoas de outros países é outra coisa totalmente diferente. É uma coisa de louco você andar na rua e ouvir tantas línguas, ver tantas roupas diferentes, barbas, formas de tratar as crianças, comidas, pessoas tão diferentes, tudo por si sô já valeria todo o primeiro ano.

Nesses 365 dias não tivemos nenhum problema em relação à cidade em si. Não fomos roubados, atacados pelo knakers e muito menos sofremos algum tipo de discriminação por sermos Brasileiros. Adaptamo-nos muito bem ao clima, as chuvinhas constantes e ao sistema de vida Irlandês. Hoje conseguimos sair pra qualquer lugar, andar em praticamente todas as regiões sem ajuda de GPS e ainda orientamos os alunos que estão chegando. É tão diferente ver a cidade hoje de quando estávamos planejando ainda, hoje ter o domínio das regiões, saber falar sobre quase tudo é algo incrível. Um fato interessante que sempre acontece é você estar andando nas ruas e de repente algo turista perguntar algo. Primeiro você entender a pergunta já é uma sensação gratificante e depois poder orientar é algo extremamente incrível. Isso é muito bom porque quando chegamos meu Deus, não sabíamos pergunta nada e muito menos entendíamos direito as orientações do povo na rua, kkkkkkkkk é vida.

Visitamos muitos lugares em Dublin. Museus, parques, o zoológico, monumentos e até um cemitério. Dizem que se você visitar uma atração turística por dia, ao final do 1 ano você não terá chegado nem na metade das opções de Dublin. Exploramos como deu na medida da disponibilidade do tempo as atrações FREE e ainda fomos algumas vezes para regiões fora de Dublin como Wicklow, Glendalough, Howth, Bray entre outras. A Irlanda é muito bonita e possui pelo menos 50 centenas de lugares para ir. Os melhores passeios foram os que alugamos um carro e saímos desbravando a terra verde. Dirigir na mão contraria também foi uma experiência muito legal, confesso que foi mais fácil do que pensei hehehehe. No inicio ficava rindo porque é muito estranho mais depois de uma meia hora você já esta adaptado. Das atrações de Dublin teve uma que ficamos mais chateados de não termos visto, a neve. Pelo histórico de Dublin passar o natal na neve seria questão de esperar mais ao contrario do que imaginávamos o inverno irlandês passou praticamente sem ter chegado a uma temperatura extrema. O máximo, que dizer mínimo que pegamos foi -2 na terra mais com a sensação térmica de -8 tudo fica mais frio. Há poucas semanas atrás fomos pela segunda vez em Glendalough e para nossa surpresa no meio do caminho começou uma pequena chuva de granizo. Minutos depois a neve caiu sobre o lugar e nos pegou de surpresa. Mesmo não sendo uma nevasca fez muito frio até mesmo porque não estávamos preparados.

Pelo trabalho no blog conhecemos pelo menos 10 centenas de pessoas e alguns desses acabamos encontrando pessoalmente aqui em Dublin. Dessas algumas se tornaram nossos amigos pessoais, entretanto a melhor coisa mesmo é poder compartilhar nossas experiências com todos nesse blog e de certa forma aproximar todos de Dublin tirando as duvidas e contribuir com a realização do sonho de todos. Amanhã dia 9 vamos contemplar 1 ano de blog, o que nos deixa muito felizes. Nesse tempo foram exatos 487 artigos, dezenas de parcerias firmadas entre os blogs, 1496 comentários, 132, 452 visitas e um total de 2599 pessoas cadastradas para receber nossas atualizações. São números expressivos para um blog de intercâmbio. Baseamos nosso trabalho sempre na simplicidade das informações, pois queremos aproximar todos da realidade de Dublin. Nosso muito obrigado por tudo.

Tem tantas coisas que aconteceram que merecem destaque mais ficaria muito extenso (mais do que já esta heheheh) acho que vamos fazer um vídeo até a próxima semana onde falaremos de outros assuntos sobre a nossa odisseia na terra verde.

Bem fechamos hoje a primeira fase do nosso ciclo na Irlanda. Analisando, conseguimos alcançar praticamente tudo que queríamos. Vamos abrir hoje o envelope com as metas e objetivos para esse segundo ano e seguir firme realizando nosso sonho.

Abraços

André & Stéfane

Saindo de Patos de Minas e BH - Uma chuva térrivel

Saindo de Patos de Minas e BH - Uma chuva térrivel

Primeira compra no Tesco

Primeira compra no Tesco

Nossa primeira "jantinha"

Nossa primeira "jantinha"

Acomodação Estudantil

Acomodação Estudantil

Mudamos, casa nova.

Mudamos, casa nova.

Primeiro passeio: Phoenix Park

Primeiro passeio: Phoenix Park

Conhecendo Dublin

Conhecendo Dublin

Conhecendo a região do Temple Bar

Conhecendo a região do Temple Bar

St. Patrick's 2011

St. Patrick's 2011

Primeiro jogo do Brasil, fora do Brasil

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O famoso feijão da Irlanda

O famoso feijão da Irlanda

Chegou a Primavera 2011

Chegou a Primavera 2011

Abrindo a conta no Bank Of Ireland

Abrindo a conta no Bank Of Ireland

Começam as aventuras culinárias

Começam as aventuras culinárias

Primeiros dias de aula

Primeiros dias de aula

Uma das primeiras vezes na Grafton

Uma das primeiras vezes na Grafton

Meu primeiro bolo

Meu primeiro bolo

Meu primeiro trabalho - Hotel

Meu primeiro trabalho - Hotel

Primeiro trabalho Stéfane - Panfletagem

Primeiro trabalho Stéfane - Panfletagem

Conhecendo as maravilhas da Penneys

Conhecendo as maravilhas da Penneys

O reduced do Tesco existe mesmo

O reduced do Tesco existe mesmo

Ana, a filha da Stéfane no aupair

Ana, a filha da Stéfane no aupair

Matando a saudade de casa

Matando a saudade de casa

Primeiro dia de trabalho no restaurante Italiano

Primeiro dia de trabalho no restaurante Italiano

O dia que conhecemos um verdadeiro banheiro de balada

O dia que conhecemos um verdadeiro banheiro de balada

Visita da Rainha da Inglaterra à Dublin

Visita da Rainha da Inglaterra à Dublin

Phoenix Park

Phoenix Park

Churrasco na "família" da Stéfane

Churrasco na "família" da Stéfane

Bray

Bray

Primeiros dias na NED

Primeiros dias na NED

St. Stephens Green Park

St. Stephens Green Park

Primeira vez na Dicey's

Primeira vez na Dicey's

Stéfane é convidada para fazer uma apresentação sobre o Brasil na escola das crianças

Stéfane é convidada para fazer uma apresentação sobre o Brasil na escola das crianças

Howth

Howth

Entendendo porque tudo é tão barato

Entendendo porque tudo é tão barato

Meu primeiro dia de trabalho no Aviva Stadium

Meu primeiro dia de trabalho no Aviva Stadium

Primeiro dia no The O2 - Show Red Hot Chili Peppers

Primeiro dia no The O2 - Show Red Hot Chili Peppers

Glendalough

Glendalough

Oktoberfest Dublin

Oktoberfest Dublin

Halloween na família Irish

Halloween na família Irish

Halloween Dublin

Halloween Dublin

Glendalough

Glendalough

Outono

Outono

Natal

Natal

Feliz 2012

Feliz 2012

Inverno

Inverno

Neve 2012 - éééééé

Neve 2012 - éééééé

Adeus ap em D1

Adeus ap em D1

Hello ap em D12

Hello ap em D12

Ôôôôô Minas Gerais quem te conhece não esquece jamais

Ôôôôô Minas Gerais quem te conhece não esquece jamais

André & Stéfane 3 anos

André & Stéfane 3 anos

Nevou em Glendalough

Nevou em Glendalough

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Vamos lá

Vamos lá

Pra fazer um intercâmbio você tem que ter coragem !

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Recebi uma pergunta hoje da Janaína. Ela me perguntou sobre idade, possibilidades e tudo que poderia acontecer num intercâmbio pra ela. Me lembrei de umas coisas que aconteceram antes da viagem dai resolvi escrever um post sobre isso:

Fazer um intercâmbio é muito mais que sair do país, você vai viver coisas que sempre sonhou passar dificuldade que nunca quis e no fim terá historias para o resto da vida além da incrível experiência de morar fora. Pra viver esse sonho você tem que ter coragem e não idade. Quando decidi e contei para meus amigos que realmente iria terminar o TCC e me mudar pra Irlanda todos ficaram assustados, alguns me disseram que também queriam mas não tinham como deixar, casa, família e tudo que tinham construído ao longo da vida para viver essa experiência. Outras que já sentiram a essa sensação me incentivaram e me deram conselhos. Naquela época lia muito sobre a tal “Zona de Conforto”, era uma loucura ler sobre pessoas que deixaram suas mesas de escritório para trabalharem fazendo limpeza, entregando jornais.. Sempre pensava que seria complicada essa adaptação mais no fundo eu queria viver isso, queria deixar a minha “vida” pra trás e embarcar rumo ao desconhecido onde não tinha a mínima ideia de nada, não conhecia nenhuma alma viva e muito menos tinha domínio da língua. Acho que essa vontade esta viva dentro de todas as pessoas mais somente algumas tem a coragem de encarar o desafio e partir em busca dos sonhos.

Daqui a exatamente uma semana vou completar 1 ano na Irlanda, confesso que sinto falta as vezes da minha “vida” em Patos de Minas onde tinha minha moto para ir onde queria em poucos minutos, tinha meu emprego estável, minha casa onde morava com minha mãe, meus amigos e pessoas com quem contar mais isso esta tudo lá ainda, estou aqui por um período determinado. Essa “vida” fica lá em movimento enquanto estou aqui vivendo outra situação completamente diferente onde a cada dia tenho desafios novos, situações novas, medos e incertezas mais, sobretudo tenho a certeza de ter feito a escolha certa. Paro as vezes para pensar em tudo que tem acontecido e as vezes não consigo acreditar nas sensações que vivo aqui, nas coisas que vejo e na experiência de ter contato com pessoas de outras nacionalidades, conhecer novas culturas, aprender uma segunda língua e ainda me desenvolver no campo profissional e principalmente pessoal. Uma pessoa me disse aqui em Dublin que por mais que tentemos não conseguiremos ter a noção de tudo que estamos vivendo estando ainda na Europa. Somente depois de voltarmos e deitarmos nas nossas camas e acordarmos no nosso quarto que realmente sentiremos e entenderemos tudo que aconteceu no seu período de intercâmbio. Dai será processar tudo e seguir a vida deixada no Brasil.

Acredito que uma vida só é boa se for bem vivida e como será o nosso futuro se não tivermos historias para contar? Sair da zona de conforto é justamente isso, criar novas coisas, começar uma vida totalmente do zero onde você tem que trabalhar para se sustentar diariamente, fazer seu almoço, lavar a passar sua roupa, procurar trabalho numa rua que você não conhece tentar comprar uma coisa no supermercado sem saber o nome certo, ver os cães se comunicarem melhor que você, ter que economizar seu dinheiro porque no final do mês vence o aluguel, energia, internet, taxas do lixo, taxa da televisão, celular e todas as outras coisas que você nunca sonhou ter com que se preocupar. A vida realmente tem que ser construída com experiências, acho que ai sim quando chegarmos ao final da nossa jornada sentiremos aquela sensação de dever cumprido: Eu vivi uma vida bem vivida.