Zona de conforto x Auto Conhecimento

Comentários 7 Padrão

Como já citei aqui em outro post, sair da zona de conforto pode trazer vários problemas e dificuldades para uma pessoa, mais pode ser também uma possibilidade de auto conhecimento e disciplina. Quando estamos em nossas casas confortáveis e temos tudo à disposição; roupas limpas, comida e nossas camas arrumadas as coisas parecem ser praticamente impossíveis longe dessa redoma de cristal. Claro que dá pra mesclar as duas coisas e sair com o objetivo alcançado, isso porque ninguém é de ferro não é verdade?

Sempre morei com minha mãe e depois de 28 anos e meio resolvi sair da barra da saia dela para buscar algo maior na minha vida. Tive que deixar grandes amigos, toda uma vida pessoal e profissional construída em Patos de Minas – MG. Morava em uma cidade de cerca de 150 mil habitantes e você acaba formando um ciclo muito grande de conhecidos e parceiros profissionais ao ponto de para qualquer problema um contato pode ser acionado para resolver ou indicar uma solução. Havia terminado de concluir minha graduação em Comunicação Social – Publicidade e tinha algumas propostas para sair da minha cidade, mais resolvi fazer um intercâmbio em busca de outras oportunidades num futuro próximo.

O ato de sair de casa não é nada fácil mais se feito com muita preparação leva o ser humano a frente de seu tempo e te deixa preparado para as adversidades. Primeiro é precisar saber o que se quer fazendo uma loucura dessas, definir suas metas e objetivos e traçar o caminho mais seguro para se alcançar o sucesso almejado. Quando estava na faculdade tive a graça de conhecer professores que me impulsionaram a ser uma pessoa mais destemida e mais consciente de que a caminhada humana é construída por desafios e pelo doce sabor da vida que tem que ser deliciada por completa todo dia, mais que também é sempre bom guardar uma gota desse sabor parar uma eventual ocasionalidade – Professor Moacir. Por falar no Professor Moacir foi com ele que aprendi a encarar a vida como uma grande peça teatral em que somos ao mesmo tempo diretores e protagonistas, que é preciso ter o controle total, mais também deixar os fatos da vida contribuírem para um desfecho mais completo e realizado.

Desde que pensei em sair mesmo do Brasil em busca de conhecimento sempre tive um certo receio porque convenhamos é um risco tremendo, por um lado o investimento financeiro que não é assim pouca coisa e por outra a adaptação longe de casa, dos amigos e da rotina criada ao longo dos meus 28 anos. O lado financeiro pesou já recém formado torrei dinheiro que tinha e que não tinha em 4 anos e ainda no final na formatura, fotos, roupas ,etc. Mais sempre acreditei que seria possível, parcelei um pouco, tomei dinheiro emprestado e vendi minha moto. Aqui estou em Dublin quase 1 mês e me sinto completamente em casa com todo que tem acontecido e as pessoas que tenho conhecido, me sinto a vontade pra andar por todo lado, pra pedir informação, pra comprar coisas no supermercado e sair na cidade em busca de algo novo. Sinto-me muito a vontade com o clima e mais a vontade ainda em casa. Tive a graça de conhecer 3 gaúchas muito legais, as mesmas que alugamos um apartamento e estamos morando eu, Stéfane e elas. Com isso o valor do aluguel ficou abaixo do que havia planejado. Por falar na Stéfane é uma parte que me ajudou bastante já que ela esta aqui e faz parte de tudo que esta acontecendo e os planos para o futuro, é uma parte que graças a Deus ajudou porque deve ser foda porque deixar os pais já foi complicado, e entrando nessa lista namorada, esposa e filhos a situação se torna muito mais difícil.

Acho que o momento certo pra fazer uma loucura dessas é a qualquer momento. Sempre é o momento certo basta o planejamento, ousadia e a coragem que na maioria dos casos falta. Quando estava pra vir todo mundo dizia que era bacana demais, que estava fazendo a coisa certa mais que não teria coragem de fazer o mesmo. Como disse sair da zona de conforto não é nada fácil mais pode ser uma oportunidade muito grande para o auto conhecimento e descobrimento de outro mundo fora das barreiras e rotinas que criamos ao longo da vida.
Sair da zona de conforto por outro lado pode deixar a pessoa com “muitas asas” e isso pode ser um problemão porque estando fora de casa as coisas parecem sempre mais fáceis e sem limites. Aqui em Dublin a moçada se diverte todo dia, todo dia tem pub, tem show, tem festas e tudo mais que se pode encontrar numa grande cidade. Muita gente acaba se perdendo dentro do projeto inicial e dedica sua estadia aqui somente para curtir a vida e acaba deixando tudo que foi sonhado de lado para curtir a vida por 1 ano (tempo médio de visto para estudantes) e depois acabam voltando para o Brasil apenas com a experiência de ter vivido fora do pais sem ao mesmo ter aprendido inglês de uma forma que dê pra aproveitar a língua de alguma maneira. Como disse é preciso ter foco, se for estudar estude, se for apenas curtir, curta claro ao extremo.

Conheci pessoas na internet que trancaram a faculdade no Brasil, venderam carros, ou esperaram terminar o curso ou apenas deram na cabeça e pularam de para quedas aqui na ilha. Cada um sabe seus tempo e o que pode acontecer, então faça suas escolhas, se planeje e coloque a mochila nas costas e parta em direção a seu sonho que ele vai se realizar, depende apenas de você.

André Luiz de Oliveira
28 dias em Dublin, Ireland.

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7 comentários sobre “Zona de conforto x Auto Conhecimento

  1. Gostei muito do texto, eu também to planejando fazer ‘essa loucura’ e entendi bem o que tu escreveu…pois eu valorizo o auto conhecimento e o amadurecimento que essa experiência vai trazer, além de claro, todos os aspectos de melhora do idioma e tudo mais…

    conheço diversas pessoas que viveram essa experiência e posso garantir que elas voltam muito diferentes, muito melhores do que já eram e sempre muito mais prontas para encarar qualquer coisa, pois já viveram uma parte do mundo e carregam isso com elas.

    Boa sorte, belo texto e em breve também estarei relatando a minha experiência ehehehe

    abraço!

  2. Então André, sempre quiz ser comissária de voo e o meu marido nunca aceitou, um dia decidi que nada nem ninguém me tiraria o foco, fiz os exames fiquei reprovada por duas vezes mas não desisti, na terceira vez passei e me matriculei na escola de comissarios me formei mas a batalha estava só começando,para dar continuidade a minha meta teria que ter o bendito Inglês foi ai que decidi ir estudar na Irlanda detalhe:NÃO FALO NADA DE INGLÊS, estou deixando meu marido que namoro desde meus 16 anos tudo em busca de um sonho e o tal do auto conhecimento. Embarco dia 08/07/2011 até breve.

  3. Boa sorte pra vc amigo, qualquer coisa estamos ai………….. quero dizer aqui em Dublin kkkkkkk

    Comentário no Post:
    Agência Você Pelo Mundo
    Agência VPM

  4. Muito legal esse post! Tô saindo da minha zona de conforto amanhã e chego em Dublin no sábado!

    Abraços!

  5. Muito legal o post André!
    Estou na mesma situação que você… Tenho 25 anos, sempre morando com os pais, sem levantar o dedo pra nada, desde os 18 anos bancário(4 anos de BESC e 3 de Banco do Brasil), e to largando tudo pra ir pra Irlanda! Meu inglês já é fluente, mas o motivo que vou é esse: Auto conhecimento, aprender a me virar sozinho, ver que a vida não é fácil e que tivemos “sorte” pela vida boa que foi até então… Todo dia penso: Meu deus, vou largar toda a mordomia, um baita emprego, gastar todas as minhas economias pra ir pra lá passar perrengue! Mas logo em seguida vem a voz que diz: “Você tem que passar por IiIsssoOoOo! Larga de se ser filhinho do papai e vai ralar um poOooOUuUucoOoOo!” hahahahaha
    Mas é isso ai! A vida só tem graça com desafios! Vamo que vamo!

  6. André, meu querido Niño, como vai? É gratifcante saber que de algum modo contribuí para sua formação intelectual e para a ampliação de seus horizontes. Desejo a você e a Stéfane um tempo de muita partilha e de muito companheirismo. Procure conhecer cada vez mais sobre tudo e todos e mantenha sempre acesa a chama da aventura em seu coração. Ah, e guarde sempre a últiam gota para uma eventualidade (hehehehe). André, foi uma surpresa saber que vc. carrega 28 janeiros nas costas, rapaz!!! Saudade d+++ de você! Grande Abraço.

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